Veja outros sites:
 Hieróglifos
 Vidas Passadas
 Tarô do Amor
 Kamasutra
 Dados Mágicos
 Oráculo celta
 Mico da sorte
 Horóscopo Asteca
 Omikuji
 Oráculo de Delfos
 Búzios
 Altar Virtual
 Cartomancia
 Tarô
 Biscoito da Sorte
 Realejo
 Bola 8
 Par Perfeito
 I-Ching
 Runas
 Vidente
 Numerologia
 Horóscopo
 Home
 Índice
 Arquivo de chats
 Edições Anteriores
 Especiais

 Canais:

 Guia Cósmico
 Área 51
 Encantamentos
 Transcendendo
 Reconectando
 Paranormal

 Busca

Procure outras matérias
 
 
 
           

Paranormal: Propriedades Astrais

publicado em 11/01/2001
   


Enxergando além

Basta você sentar na frente dela que como que do nada Marina Gold começa a descrever seu estado de espírito, suas preocupações e possíveis futuros a serem descortinados na sua vida. Professora de Comunicação e Semiótica, fluente em alemão, inglês e iídiche (idioma que era falado pelos judeus da Europa Oriental) e dona de uma editora, Marina é uma vidente peculiar. Não é muito fã de apetrechos esotéricos, prefere Lacan a Jung, cobra a mesma hora-aula que recebe como professora universitária e tem como centro de suas preocupações falar da maneira mais isenta possível a seus clientes, para evitar a manipulação. Ainda que perca clientela, garante que faz questão de dizer a verdade, mesmo que seja doída. "Não dependo disso para viver", diz ela.

Débora F. Lerrer

Arte: Alfer

Consultar a vidente Marina Gold é a princípio uma experiência insólita. Alta e ruiva, esta senhora de "40 anos e muitos meses" até pouco tempo atrás dava consultas no meio da sala de seu confortável apartamento em Higienópolis, tradicional bairro de São Paulo que virou moda e tem entre seus famosos moradores o presidente Fernando Henrique. Depois de concluir que seus atendimentos invadiam "a privacidade da casa", fechou uma parte da peça, construindo uma saleta - onde, munida somente de papel, caneta e um copo de água, Marina recita monocordicamente informações relativas à vida pregressa, às preocupações presentes e às possibilidades de futuro do cliente com uma acuracidade impressionante. Nada de incenso, vela ou baralho, pois ela não gosta, acha "anti-natural".

Acometida de uma espécie de transe, não é incomum que durante seus atendimentos, entes queridos já mortos de seus clientes aproveitem a ocasião para fazer contato. Dependendo do caso e da necessidade, Marina também dá uma ajudinha. Em poucos segundos, livra o cliente de algum bloqueio emocional ou cármico ou mesmo de algum perigo. "Enfio a minha cabeça na coisa, é que nem uma luz que sai, uma água que lava, vem dentro de mim que nem uma fonte de água e vai lavando a coisa das pessoas. Todo mundo trabalha com vela, com fogo. Eu trabalho com água", explica ela.

Certa vez, conta ela, veio a filha de um dos homens mais ricos do Brasil. Logo que a cliente entrou, Marina pegou na mão dela e imediatamente percebeu que o pai dela estava na China. "Fizeram um negócio ruim para ele. Vou tirar. Dá as duas mãos, vou aproveitar a tua energia para ir até a China atrás dele", disse para a cliente. "Fui lá, fiz o serviço, dali a três minutos, voltei. Volto e chamo a moça e ela não responde. Ficou estática, sonambúlica. Acho que a China era muito longe", riu ela. Depois de alguns minutos avaliando a encrenca que tinha se metido se sua rica cliente não voltasse, a moça despertou perguntando como é que ela sabia que o pai dela estava na China, pois ninguém mais, fora ela, sabia da viagem. Marina acha que era exatamente o perigo que o pai dela corria que a levou a moça consultar-se com ela.

Apesar de colecionar várias pequenas intervenções de sucesso, em alguns casos, para sua tristeza, não há nada a fazer e ela não vê nada. Ela conta que no ano passado, na mesma semana em que havia alertado uma moça de que seu namorado poderia sofrer um acidente na rua Tutóia, ou na Av. Bandeirantes, em São Paulo, do qual, avisado, ele se safou, Marina despediu-se de um grande amigo, "uma pessoa muito querida e brilhante", que ia fazer uma viagem de carro. "Eu disse a ele. Vai com Deus, como eu digo para todo mundo, e ele morreu na viagem. Era a hora dele. Não era comigo. E o namorado da moça era", recorda.

Convivendo com esse dom desde pequena, Marina nunca ficou assustada ou preocupada com a habilidade de saber tanto da vida de pessoas que nem sequer tinha visto antes. Depois de tomar consciência de que conseguia ver bem além do que as outras pessoas, começou a trabalhar em festas, de forma comunitária, meio de brincadeira. Só aos 18 anos iniciou atendimentos individuais, mas ainda sem uma linha definida de trabalho. "Uma coisa é ter percepção, outra é saber trabalhá-la. Há um abismo no meio."


Leia mais:

Enxergando além

Mais empática do que premonitória

A ética para ser mais bruxa

 


Paranormal

Fenômenos que os olhos não vêem. Experiências
que fogem à compreensão.
O dia-a-dia do mundo astral


| ISTOÉ ONLINE | DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | ISTOÉ DIGITAL | EDIÇÕES ANTERIORES |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |
AVISO LEGAL
© Copyright 1996/2002 Editora Três