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Paranormal: Propriedades Astrais

publicado em 18/01/2001
   


Visões da falecida mãe

Arte: Alfer
Chico e o apresentador Gugu

Com mais de 400 obras publicadas e 25 milhões de exemplares vendidos, Chico Xavier é inquestionavelmente um dos maiores fenômenos editoriais do país. O único brasileiro que o superou é Paulo Coelho, com 30 milhões de livros vendidos.

Filho de família modesta, só pôde estudar até a 4º série primária e ainda criança começou a trabalhar para ajudar sua extensa família. Seu pai, João Candido Xavier, teve nove filhos com sua mãe, Maria João de Deus, que morreu quando Chico tinha cinco anos. Depois de sofrer dois anos nas mãos da madrinha Rita de Cássia, que o surrava quase que diariamente, voltou a morar com seu pai quando ele se casou com a segunda mulher, Cidália, e teve mais seis filhos. Foi quando penava nas mãos da madrinha que Chico começou a ter as primeiras visões. Ele via a falecida mãe, que o consolava dos maus-tratos e lhe dava conselhos de obediência e humildade, marcas presentes em toda a sua vida.

Dada sua precária formação escolar, quando publicou sua primeira obra Parnaso Além-Tumulo, que chegou às livrarias em 1932, causou alvoroço. Era uma coletânea de 59 poemas assinados por poetas ilustres mortos. Na época do lançamento, o livro era um escândalo. Ninguém entendia por que o jovem autor do livro não assumia a autoria dos poemas, mas Chico manteve-se firme aos ataques, recusando todas as propostas de negar o fato de que todos aqueles poemas haviam sido ditados pelos espíritos de defuntos tão ilustres.

Desde que iniciou sua fértil carreira de escritor mediúnico, Chico abriu mão de todo e qualquer benefício oriundo de sua privilegiada verve psicográfica. Sempre recusou direitos autorais, favores pessoais, empregos e mesmo presentes dados em troca de suas consultas e "mensagens particulares" psicografadas por ele com mais freqüência a partir de 1967, quando completou 40 anos de contato com além. Vive até hoje com a aposentadoria de escrevente-datilógrafo de uma inspetoria regional do Ministério da Agricultura e com a ajuda modesta de amigos e admiradores. Tanto os direitos autorais como as grandes somas e vultuosos presentes que recebeu sempre foram passados adiante para alguma instituição de caridade ou pessoa necessitada.

Em 1981, o deputado Freitas Nobre entregou 110 quilos de documentação ao Instituto Nobel, na Suécia, que justificavam a indicação de Chico Xavier ao Prêmio Nobel da Paz. Os papéis faziam um resumo da trajetória do médium: 64 obras assistenciais ajudadas por ele serviam como amostragem das quase duas mil entidades que giravam em torno da renda gerada por suas campanhas beneficientes e por seus 183 títulos publicados até então.

Viúva do deputado Freitas Nobre, Marlene Nobre, presidente da Associação Médico-Espírita do Brasil, conta que só nessa época houve uma preocupação de contabilizar as obras assistenciais geradas a partir de Chico. Ele lembra que as atividades assistenciais do médium se iniciaram quando ele ainda vivia em Pedro Leopoldo. "Uma pessoa mais pobre que ele era impossível, entretanto, ele juntava pães e ia doar aos mais pobres. O princípio de Chico sempre foi: doe das suas horas, do seu conhecimento e do seu bolso, sem esperar recompensa". Ela conta que a partir desse exemplo, inúmeros centros espíritas começaram a fazer o mesmo, embora esta prática já tenha sido estimulada pelo Dr. Bezerra de Menezes, que exerceu função marcante na doutrina no século XIX. "Os espíritas nunca se acomodaram diante do fato de estarmos em um país pobre. Somos empenhados em minimizar a dor do irmão do lado", diz ela.



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Paranormal

Fenômenos que os olhos não vêem. Experiências
que fogem à compreensão.
O dia-a-dia do mundo astral


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