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Os
orixás em 2002
Os búzios chegaram no Brasil com os escravos, e continuam
sendo muito procurados, principalmente no final de cada ano.
É hora de jogar os búzios e interpretar o que eles dizem para
2002. Para tanto, Planeta na Web falou com sacerdotes do Candomblé
Mãe Silvia de Oxalá e Pai Eduardo de Oxalá. Aqui estão suas
previsões para 2002.
Por Betina Piva
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| Pai
Eduardo: ano de grandes perdas |
Pai
Eduardo de Oxalá diz que 2002 será marcado
por atentados, principalmente
à Europa. "Guerras e guerrilhas se intensificarão
esse ano. Os europeus ficarão muito assustados e muito
recolhidos. Por isso, o mercado - tanto interno quanto externo
- sofrerá grandes perdas", afirma Eduardo. "Essa
situação durará três anos, a partir
de março, já com indícios no final de
janeiro", completa.
Esse
é um ano de novas coligações e de
popularidade para Fernando Henrique. "É um ano
para aprovar tudo, deixar todo mundo feliz e sair como um
vitorioso, um presidente que será lembrado pelos jovens."
Ele
explica que o presidente não elegerá um
sucessor, mas os rumos da economia serão mantidos.
"O País será o celeiro do mundo e, nesse
ano, os maiores investimentos estarão concentrados
no Brasil." Para ele, por ser um ano eleitoral e devido
aos atentados, "pode haver uma certa instabilidade, mas
o crescimento é fato". Haverá progresso
nos próximos anos, mas o povo brasileiro só
sentirá essas mudanças em três ou quatro
anos. "Em três ou quatro anos não haverá
mais escândalos políticos no País."
Eduardo
acredita que a partir do próximo ano mais
duas pestes aparecerão no mundo. "Serão
doenças avassaladoras e pode morrer toda a população
de um País." No futebol, "nenhum dos jogadores
da Seleção tem fé naquilo que faz - o
que eles têm é interesse. Mesmo com modificações
na parte técnica, o Brasil dificilmente passará
das oitavas de final na Copa".
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| Mãe
Silvia: é preciso viver a verdade, deixando
o egoísmo de lado |
Já
mãe Sylvia de Oxalá, do Instituto Axé
Ilê Obá, diz que o ano é regido pela Orunmilá
ifá comandada por Oxum, Ogum Iansã Nana. Em
outras palavras, será um ano difícil. "É
preciso cautela ao falar, falar pouco, pensar e só
então agir. As pessoas devem aprender a respeitar mais
a si mesmo e ao próximo, vivendo a verdade, deixando
o egoísmo e a mentira de lado."
Para
Sylvia, surgirá uma grande e devastadora doença,
de contágio aéreo e que poderá matar
muitas pessoas. "A cura dessa doença virá
da África", garante ela. Ainda na área
da saúde, surgirão novos tratamentos para o
mal de Parkinson, e também nas áreas de cardiologia,
diabetes e ortopedia.
Sylvia
diz que o País passará por períodos
muito difíceis e delicados, mas a experiência
será muito benéfica. "O Brasil irá
melhorar." Os escândalos políticos continuarão
e os governantes sofrerão muita pressão e cobrança
por parte da população. Mas o cenário
deverá ser dominado por gente nova, com novas idéias.
"Em conseqüência de líderes monstruosos,
máfias brasileiras, governantes corruptos e administradores
incompetentes, os crimes organizados continuarão sendo
manchetes de jornais."
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Os
mercados de todo o mundo estarão abalados e o mercado
asiático terá fortes quedas. "A ajuda política
dada aos EUA gerará desunião, descrédito."
Para o Brasil, a questão financeira também será
deveras importante. "Os olhos devem se voltar mais para
a exportação. E é preciso muito cuidado
com os acordos feitos com o FMI." O desemprego continuará
castigando e aconselha união através do cooperativismo.
"Só assim haverá abertura para a criação
de novas profissões, com melhor distribuição
de renda." Os búzios já foram jogados.
Agora é só esperar os acontecimentos do novo
ano.
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