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2002
- Ano do Cavalo de água
Por
Betina Piva
2002
chega galopante. Segundo o horóscopo chinês,
ingressamos no ano do Cavalo de água no dia 12 de fevereiro.
Essa é uma maneira antiga de analisar a persona social,
o que o sujeito é socialmente. "Esse tipo de previsão
analisa a relação com o outro, como cada pessoa
acredita que precisa se portar em comunidade", explica
a astróloga Heloisa Cupini. Enquanto os ocidentais
valorizam o Sol ao analisarem um mapa astrológico,
os orientais evidenciam Júpiter. Pode parecer estranho
estudar as tendências mundiais seguindo análises
pessoais, mas Heloísa garante que a influência
do cavalo incidirá sobre líderes e governantes
que direcionarão o andar da carruagem mundial.
Assim
como o animal, 2002 será um ano galopante e pode
ser exaustivo para muitas pessoas. Ao contrário da
serpente, signo que regeu 2001, o cavalo é um ano propício
para a comunicação, com valorização
da coragem e da ousadia. Enquanto que a serpente era o tradicional,
o oportunismo, o cavalo é marcado pela franqueza, peito
aberto e independência. Dissimulado, aparenta segurança
quando no fundo é um grande inseguro. "Talvez
por isso ele não goste muito de respeitar as leis",
analisa a astróloga.
Para
o Brasil - que também é cavalo - Heloísa
acredita que o ano não será tão bom.
Muito impaciente, o cavalo se torna temerário. "No
ano dele essas características se potencializam e o
Cavalo pode ser muito precipitado." Não é
hora de concretizar. Para o Brasil, é hora de abrir
novas perspectivas. "Esse é o início de
um ciclo, que vai culminar só daqui a dez anos, no
ano do gato". Mas é um ano melhor que o da Serpente
para o Brasil. "No ano da Serpente, o cavalo estava sem
perspectivas. Esse ano, pelo menos, haverá perspectivas
para o Brasil." Mas também no futebol as notícias
não são animadoras. Heloísa explica que
como a Copa do Mundo é a cada quatro anos, em todo
ano cavalo tem copa. Mas o Brasil nunca foi vitorioso no ano
cavalo.
Em
geral, é um ano com renúncias e escândalos.
"E em ano eleitoral, isso fica mais evidente", antecipa
Heloísa. Ela acredita que os destaques ficarão
para os candidatos mais faladores e camaradas, e os que mostram
mais independência (de seus partidos). Heloisa ressalta
que o ano não é muito bom para Cabra e o presidente
Fernando Henrique é Cabra. Segundo ela, também
não é bom para Cavalo - e José Serra
(um dos presidenciáveis) é Cavalo.
Para
o mundo - é um ano em que as regras não
são muito respeitadas. O Cavalo não é
muito militar e não gosta de obedecer e receber ordens,
mas pode ser muito explosivo e temperamental. Esse ano o mundo
estará bastante movimentado e volúvel. "Pessoas
mudando de opinião, ao mesmo tempo em que resistem
a essas mudanças. Mas, bem no final, a diplomacia vence."
Tem
muito movimento, mas sem garantia de produção.
Os chineses dizem que há trabalho para todos no ano
do Cavalo, e sugerem que se participe de muitos encontros,
reuniões; que se vá a muitos shows, teatro;
faça política e pratique esporte. Esse é
um ano muito bom para a imprensa e tudo o que se relaciona
com a comunicação. "As pessoas lêem
mais, conversam mais."
O
cavalo é esportivo, tem porte, dá grande
valor para a saúde. "Esse é um ano que
deve ser marcado pelas competições, grandes
eventos e grandes shows." Como o cavalo é muito
volúvel, o ano predispõe às paixões
rápidas, especialmente aos Cavalos.
Heloisa
ressalta que o ano chinês tem muito a ver com a
moda. "Em 2001, a moda foi ser cuidadoso, misterioso,
chique - como a serpente. Já no ano do cavalo a moda
é ser aberto, falador e jovial."
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