TRANSCENDENDO > Religião
  A História do Budismo - continuação


TARA, A GRANDE SALVADORA

Mãe dos Vitoriosos, Tara simboliza a contrapartida feminina de Buda. É também considerada a Mãe de Buda. Ela protege dos perigos e concede longa vida. Diz-se que era uma princesa que estudava o Dharma, e que foi considerada tão elevada que os lamas que a ensinavam lhe desejaram o melhor karma possível, que seria renascer futuramente como homem, para atingir a completa iluminação. Ela disse então que buscaria a iluminação para sempre renascer como mulher, para ajudar os seres. E assim foi, desde então. Existem 21 Taras, de cores e significados específicos, mas as mais conhecidas e veneradas são a Tara Branca, a Tara Verde e a Tara Vermelha. Canta-se a ela dizendo OM TARE TAM SOHA

O MANTRA MAIS IMPORTANTE DO BUDISMO

Cantar o mantra OM MANI PADME HUNG é a maneira mais direta de se purificar o karma.

SÍMBOLOS BUDISTAS

O vajra, usado na mão direita, representa a masculinidade, meios hábeis e compaixão. O sino na mão esquerda representa a feminilidade, sabedoria, vacuidade. Os cinco Budas principais do Budismo tibetano são Akshobya, Amithaba, Amoghasiddhi, Ratnasambhava e Vairocana.

COMO SE FAZ UMA PRÁTICA BUDISTA

Para trazer o estado de acordado a seus discípulos de diferentes culturas e temperamentos, Buda ensinou uma variedade imensa de práticas espirituais: 84.000. As práticas fundamentais budistas estão no desenvolvimento do amor e da bondade, da compaixão, da generosidade, da integridade moral, que são a fundação da vida espiritual. Existem meditações para treinar a mente e abrir o coração. Essas práticas incluem a atenção sobre o corpo e a respiração, atenção plena da mente sobre os sentimentos e pensamentos, práticas de mantras e devoção, visualização e reflexão contemplativa, e práticas que levam a um puro estado de consciência. Numa sessão formal de prática budista, primeiramente estabelece-se a motivação, que é sempre baseada na compaixão e na possibilidade de ajudar os outros. O Budismo Mahayana preconiza que ao atingir a iluminação, a pessoa não deve guardá-la para si, mas partilhá-la com os que sofrem e lutam, tornando-se um Bodhisattva, um ser que ajuda os outros. Depois, entra-se em contato com os Budas, alcança-se uma união de coração e mente com eles através do uso do corpo (mudras), da fala (mantras) e da mente (visualizações). Alcança-se o estado de meditação trabalhando-se também a concentração. Depois, dissolve-se esse encontro e se faz a dedicação.


publicado pela revista Meditando com Budismo Tibetano, Editora Três.

<<anterior | 1 | 2| 3 |





LEIA MAIS

Governo do Tibete no Exílio. Informações sobre o país e o budismo tibetano, além de notícias sobre a invasão chinesa.



Bodisatva, cyberzine budista.



Site oficial de Chagdud Rimpoche.



Site muito completo sobre budismo, bastante ilustrado.



SOS Tibet. Tudo sobre a invasão chinesa e como você pode ajudar.

 
© Copyright 1996/2000 Editora Três