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  Vitória alternativa - continuação

Tratamentos não-convencionais conquistam pacientes, convertem médicos e convencem a ciência

Foto: ANDRÉ DUSEK
Em Planaltina (DF), plantas medicinais são distribuídas por hospital público
Histórias como a de Cláudia de fato surpreendem. E, fascinados por esse mundo ainda pouco conhecido pelos ocidentais, muitos médicos acabaram absolutamente seduzidos e migraram da medicina alopática para a alternativa. Às vezes, à custa do próprio sofrimento. A médica carioca Sonia Rocha Miura formou-se em clínica médica em 1979 pela Faculdade Sul Fluminense, do Rio de Janeiro, e nem sonhava que se tornaria uma homeopata. Mas a doença de sua filha Maira, 15 anos, a levou para esse caminho. Quando tinha três anos, a menina apresentou um quadro reumático grave, com fortes dores nas juntas e na musculatura. Uma doença que poderia ser fatal. Mãe e filha enfrentaram uma romaria exaustiva em consultórios e laboratórios sem sucesso. Com o tempo, Maira deixou de andar e não se sustentava mais em pé. A mãe decidiu, então, tentar a homeopatia e procurou o médico Alfredo Castro, hoje com 89 anos, um dos que mais incentivaram a ampliação da homeopatia no País. Deu certo. A menina se restabeleceu sem ficar com sequela. O drama mudou sua vida. Em 1986, Sonia fez um curso de homeopatia e hoje trabalha em uma clínica especializada. "Esta ciência atua em todas as patologias e respeita o indivíduo como um todo", afirma a médica.

De fato, a homeopatia apresenta bons resultados em quase todas as doenças e, talvez por isso mesmo, atraia cada vez mais gente: há dez anos, os homeopatas não somavam mil profissionais no País, hoje são cerca de dez mil e 1,4 mil farmácias do gênero. "Ela é bastante usada para doenças crônicas como a asma e a bronquite, males que a medicina clássica não cura", explica o homeopata e acupunturista José Carlos Sampaio, diretor do Instituto Brasileiro de Estudos Homeopáticos. Compreender a forma com que essa ciência encara a doença não é difícil. Na medicina convencional, o paciente está doente porque tem dor de garganta. Para a homeopatia, uma pessoa tem dor de garganta porque está doente. Sua energia em desequilíbrio se revela nos sintomas, que costumam ser identificados como as doenças tradicionais. Por isso, os remédios procuram promover a harmonização energética do organismo. E sua atuação está baseada no chamado princípio da semelhança: o que pode fazer mal também pode curar, como uma vacina

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