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  Vitória alternativa - continuação

Tratamentos não-convencionais conquistam pacientes, convertem médicos e convencem a ciência

Foto: RICARDO GIRALDEZ
Sônia e a filha Maira: vida salva
Para os menos informados, a terapia de acupuntura pode parecer não um alívio divino, mas uma tortura chinesa. Afinal, ninguém gosta de levar agulhadas. No entanto, raramente as espetadas doem. Isso porque elas não são colocadas no corpo a esmo. Para os orientais, o organismo possui linhas de energia, chamadas meridianos, que se relacionam com cada órgão. Ao harmonizar esses canais, alcança-se a cura das doenças. Mas para quem não gosta de agulhas, há outras formas eficientes de estimular os pontos de energia. Uma delas é o bastão de moxa, pequenas bolas de ervas que, ao serem queimadas, aquecem o local e alcançam os meridianos. A atriz Cássia Kiss, 39 anos, está usando a modalidade para tratar problemas que ganhou no joelho depois de excesso de exercício físico. "Melhorei muito", garante, satisfeita em escapar de uma eventual cirurgia.

Mas se até há pouco tempo era difícil imaginar que centros de pesquisa de medicina ortodoxa abririam espaço para técnicas alternativas, mais impossível ainda era supor que um dia elas chegassem a ambulatórios de empresas. No departamento médico da Du Pont, uma das maiores indústrias do País, funciona há três anos um programa alternativo de saúde implantado nas suas cinco unidades. A empresa oferece a seus funcionários acupuntura, do-in, shiatsu e tai-chi-chuan. Mas é a acupuntura a técnica que faz mais sucesso entre os 600 empregados da unidade de Alphaville, na Grande São Paulo. Até hoje, 250 funcionários se submeteram à terapia. A maior parte das queixas eram enxaquecas, obesidade, problemas no estômago e ginecológicos. A consultora de recursos humanos Cláudia Briganti é uma das que se deram bem com a acupuntura. Aos 33 anos, ela sofria de enxaqueca e era hipersensível à luz. Usou medicamentos fortíssimos que não resolveram seu problema. Encontrou a solução nas agulhas. "Hoje não sinto quase nada", garante.

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