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Com
raízes fincadas no antigo Egito, a aromaterapia pode ajudar
tanto no tratamento de males físicos como no reequilíbrio
psíquico e emocional do paciente.
SÉRGIO
MORTARI
A presença de substâncias aromáticas em nossas vidas remonta
às nossas próprias origens. Freqüentemente, estamos cercados,
por exemplo, pelo perfume das flores. O aroma de algumas
frutas, como o da goiaba, da mexerica e do maracujá, são
tão marcantes que é impossível ignorá-los. O mesmo acontece
com o cheiro de condimentos como o alecrim, a manjerona
e a hortelã, ou de especiarias como o cravo e a canela.
No entanto, o aprimoramento das formas de uso e uma utilização
mais intensa dessas substâncias aromáticas foi obra do povo
egípcio, que as utilizava não só por suas qualidades fragrantes
e cosméticas, mas, principalmente, por seu potencial de
cura. Os egípcios especializaram-se em descobrir as mais
diversas maneiras de utilizá-las: em rituais religiosos,
funerais, embalsamamentos, e ainda na fabricação de produtos
cosméticos e remédios para o tratamento de doenças.
Quando falamos do emprego dos aromas em ampla escala, estamos
nos referindo à sua forma de essência, ou seja: extratos
de resinas, de cascas de árvores, plantas, ervas e frutas.
Muitos produtos são fabricados a partir dessas essências
e administrados interna ou externamente.
Em caso de uso interno, as essên- cias são diluídas em líquidos;
para uso externo, são utilizadas em massagens terapêuticas
ou cosméticas, banhos aromáticos, fricções, compressas,
inalações, cremes para o corpo e para o cabelo.
Quando utilizados em massagens, os óleos essenciais penetram
no organismo pela pele e vão atuar nos tecidos e no sistema
circulatório. A própria técnica de massagear, ao utilizar
as mãos para as manobras, já se revela um canal de energia
curativa que vai intensificar a ação nos planos físico,
mental e espiritual. Em relação aos banhos, os efeitos podem
ser calmantes, estimulantes, relaxantes ou específicos,
como para problemas dos pulmões, para dores musculares,
de origem reumática, etc. Esses tipos de banho podem ser
tomados com mais freqüência, pois contam com uma contribuição
da cultura japonesa, que é o ofurô, espécie de minipiscina
de madeira feita especialmente para essa finalidade.
Para cuidar dos cabelos e do couro cabeludo, não só no sentido
de proporcionar mais beleza, mas também de tratá-los, pode-se
adicionar ao xampu de uso comum um óleo essencial específico.
O óleo essencial de cedro, por exemplo, é indicado para
quem tem os cabelos secos, para os casos de queda de cabelos,
ou mesmo de descamação do couro cabeludo. O ideal, nesse
caso, é consultar um médico que utilize os conhecimentos
de aromaterapia para reforçar a indicação ou prescrever
o que for mais indicado.
Uma outra abordagem que pode ser feita é em relação ao fato
de que um cheiro ou perfume pode agradar a muitas pessoas,
mas não ser tão apreciado por outras. Existe uma preferência
especial de cada um por determinado aroma, o qual acaba
sendo sua marca registrada, sua maneira de ser lembrado,
mesmo quando não está presente. Com base nessa constatação,
fez-se um estudo para determinar as características de cada
pessoa pela sua preferência aromática. Alguém que possa
ser descrito como dominador, enérgico, dinâmico, impulsivo,
por exemplo, tende a preferir fragrâncias com um fundo cítrico.
O princípio dessa personalidade é o quente e está ligado
à expansão dos movimentos do organismo, à vitalidade; em
caso de excesso desse princípio, surgem os processos infecciosos
e febris.
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