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De
maior incidência nas mulheres, a osteoporose pode ser causada
tanto por fatores físicos como emocionais.
SÉRGIO MORTARI
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| Caminhadas
sob o sol da manhã: item essencial na prevenção contra a osteoporose. |
A osteoporose atinge todo o esqueleto e consiste numa perda de massa óssea capaz de gerar inúmeros problemas para a sustentação do corpo. Entre eles, uma maior vulnerabilidade a fraturas, disfunções na postura, dores e dificuldades de movimentação e de locomoção. Por ser uma doença que não tem cura, a descoberta a tempo de seu aparecimento, assim como sua prevenção, são os principais fatores de tratamento.
Diversos fatores contribuem para que a mulher esteja mais sujeita à osteoporose do que o homem, que, em geral, corre esse risco somente após os 65 anos. Em primeiro lugar, devem ser considerados os antecedentes familiares. Por isso, o diagnóstico começa com um histórico bem detalhado da paciente, uma vez que a presença da osteoporose em pessoas da família, como a mãe, as tias, as avós ou mesmo em parentes consangüíneos, pode dar um alerta dessa possibilidade.
Um segundo fator a ser considerado refere-se à sua constituição física: altura, peso e até mesmo cor da pele; as mulheres de pele clara, baixinhas, magrinhas ou franzinas tendem a ser mais vulneráveis a essa doença. Já as mulheres da raça negra ou com maior proteção de gordura apresentam mais resistência na estrutura óssea.
A demora na ocorrência da primeira menstruação (menarca), irregularidades menstruais ou uma falta de menstruação temporária (amenorréia) na adolescente podem significar um comprometimento na massa óssea. Da mesma forma, a ocorrência na fase infantil do raquitismo (calcificação insuficiente dos ossos e das cartilagens de crescimento por falta de vitaminas) pode ser considerada um agente desencadeador de futuros problemas nesse sentido.
As pacientes que sofreram retirada total do útero e anexos (histerectomia) devem também ser consideradas com atenção, especialmente no período pós-operatório, porque terão sua menopausa antecipada. A própria menopausa natural é uma fase em que o risco de osteoporose é maior, porque a proteção dos hormônios deixa de existir.
Nessa fase, o fator emocional também contribui para o surgimento do problema porque, além das transformações orgânicas, esse é um período de muitas reavaliações para a mulher: sua carreira profissional está como foi planejada? Houve sucesso ou não? Seus projetos e sonhos pessoais realizaram-se? A segurança financeira foi conseguida através de uma garantia para quando a aposentadoria chegar? As pessoas pelas quais a paciente é responsável – pais, avós, sogros , etc. – são outros fatores de preocupação. Será possível a ela ampará-los? E se ela ficar doente? Todos esses questionamentos geram um estresse, que vai estimular a produção de cortisona no sangue e, conseqüentemente, aumentar a perda de massa óssea.
Como meio de prevenção é bom saber que dentre os minerais que atuam nos ossos, o cálcio é o mais importante e que a ingestão excessiva de refrigerantes escuros à base de colas e de bebidas alcoólicas interfere na absorção desse elemento, levando a perdas ós-seas. Remédios para perder o apetite, comida enlatada ou em conserva, café e fumo são outros fatores que aumentam o risco de se ter a doença.
A presença dos fatores de risco – ou da maioria deles – já é suficiente para que se tenha uma preocupação em prevenir ou remediar, conforme o caso, os males da perda óssea. Dessa forma, a qualidade de vida física, por meio da prática de esportes, da alimentação correta e de banhos de sol, é fator preventivo; ao mesmo tempo, a ausência desses cuidados é um agravante.
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