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O
uso de animais para entretenimento é uma das áreas da defesa animal
onde se encontra mais consenso. Tanto para o pessoal que defende
o bem estar dos bichos quanto para os mais radicais ativistas
do direito animal, usar elefantes, cavalos, ursos, cães, leões,
tigres ou bois para divertir humanos é coisa cruel e ultrapassada.
Não é nem necessário, aliás, ser um ativista da causa para perceber
o absurdo que é retirar um elefante da África para um cubículo
apertado do Circo Garcia. Já existem circos, inclusive, que fazem
questão de não utilizar animais - como o internacionalmente consagrado
Cirque du Soleil, do Canadá.
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"Animais
selvagens não se prestam a ser espetáculo", avisa Cindy Machado,
da Humane Society (EUA) - lembrando que, além do sofrimento causado
aos animais, a prática ainda provoca tragédias. Como a do menino
José Miguel Fonseca Júnior, de seis anos, que foi
morto em abril de 2000, quando passava ao lado da jaula dos leões
no Circo Vostok, em Fortaleza (após o incidente, foi aprovada
uma lei proibindo a entrada na cidade de circos com animais selvagens).
O treino dos animais envolve situações de extrema crueldade, e
parte do princípio da dominação do homem frente à natureza selvagem.
Considere, por exemplo, este trecho do folheto da Elephant Alliance,
que estava representada no Congresso por Florence Lambert, uma
adorável senhora que dedica a sua vida à proteção dos elefantes:
"Ela era uma adorável e inocente ursa marrom que nunca machucou
ninguém... mas às vezes ela tinha problemas na corda bamba. Ela
então apanhava com compridas barras de metal até que começava
a gritar, sangrando. Ficou tão neurótica que batia a cabeça na
sua pequena jaula, até que morreu". (Depoimento de Gene, ex-empregado
do circo Ringling Bros. entrevistado pela Elephant Alliance em
1993).
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"Elefantes
são animais altamente sociais", continua o folheto da Elephant
Alliance, "que vivem em pequenas famílias dentro de bandos maiores.
Na selva, elefantes caminham 20 a 25 milhas por dia, para se alimentar
e beber água. Uma de suas atividades favoritas é brincar na lama".
Agora imagine o inferno em que vivem os elefantes de circo, privados
de qualquer atividade ou ambiente natural.
Usar
animais para entretenimento é resquício de uma época onde os humanos
não tinham tantas opções como agora. Não há mais lugar para tal
tipo de "diversão" no século XXI. Ainda há muita discordância
sobre os animais de produção, já que as pessoas ainda querem comer
carne - mas a opinião geral sobre animais de circo é
quase unânime. Simplesmente não há nenhuma justificativa
a não ser o tal especismo, parente próximo do racismo.
Já
os rodeios... Por ser manifestação popular em muitas cidades do
Brasil, há que defenda os rodeios, afirmando inclusive que os
animais não sofrem. Por exemplo o Prof. Dr. Orivaldo Tenório de
Vasconcelos, da UNESP de Jaboticabal, SP. Ele é a favor de que
se fiscalize os rodeios para evitar crueldades desnecessárias
- mas acredita que existem maus rodeios e bons rodeios. Os últimos,
segundo ele, são formas legítimas de diversão popular e garantem
o sustento de muitas famílias.
O
que você pode fazer:
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Informe-se sobre a realidade dos animais de circo e de rodeios.
Pesquise bastante, procure os fatos.
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Fiscalize o embarque e desembarque de animais, as condições
em que eles vivem e os métodos de treinamento.
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Informe os outros: crie folhetos explicando o problema dos animais
de circo e de rodeios e exiba-os.
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Escreva cartas para editores de jornais e TVs, e para os vereadores
da sua cidade, exigindo o cumprimento das leis de proteção animal
e denunciando os maus-tratos.
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Organize manifestações em frente aos circos e rodeios.
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