Além
do evidente dano aos animais, experimentos cujo objetivo é avaliar
a segurança de produtos em humanos não são confiáveis. Existem
enormes variações fisiológicas entre ratos, coelhos, cães, porcos
e seres humanos. Um estudo de 1989 que pretendia determinar o
potencial cancerígeno do flúor ilustra esse fato. Aproximadamente
520 camundongos e 520 ratos foram alimentados diariamente com
doses do mineral, durante dois anos. Nenhum camundongo foi afetado,
mas os ratos experimentaram problemas de saúde como câncer de
boca e de osso. Se o resultado de um teste não pode ser extrapolado
de um camundongo para um rato, como poderia ser aplicado a um
ser humano?
Em muitos casos, experimentos em animais não apenas os machucam
e gastam dinheiro, eles prejudicam e matam pessoas também. A talidomida,
por exemplo, foi testadas em animais e considerada segura - mas
as consequências para os humanos foram devastadoras. Um relatório
do General Accounting Office, de maio de 1990, afirmava que mais
da metade dos remédios aprovados pelo FDA (Food and Drug Administration)
entre 1976 e 1985 causaram efeitos colaterais sérios o suficiente
para serem retirados do mercado. Todas essas drogas tinham sido
testadas em animais.
Os
testes realizados por empresas servem mais ao propósito de dar
segurança às empresas do que aos próprios consumidores. Se algo
sair errado e algum consumidor entrar na Justiça, a empresa pode
alegar que cumpriu com os requerimentos necessários: testou em
animais. E o produto foi considerado seguro. Como os resultados,
na maioria das vezes, não podem ser extrapolados para humanos,
não se sabe realmente se o produto é seguro para pessoas. Para
a FDA, no entanto, o teste em animais é suficiente para aprovar
a comercialização.
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