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Talvez não, segundo as
organizações que
fizeram
de tudo para atrapalhar o encontro
do FMI e do Banco Mundial em Washington.
Direto do "front", a
Planeta na web traz o relato de
uma participante dos protestos
Toda a movimentação em Washington
foi coordenada pela Mobilization
for Global Justiça (Mobilização
pela Justiça Global), uma coalizão
de mais de 400 organizações que
se opõem às políticas do FMI e
do Banco Mundial. Entre estes
grupos está o movimento Jubileu
2000, uma organização que exige
o cancelamento incondicional da
dívida dos 41 países mais pobres
do mundo. Este movimento se originou
de uma encíclica do Papa João
Paulo II, onde ele sugeriu este
ato, baseando-se em uma tradição
do Antigo Testamento que determinava
que as dívidas fossem perdoadas
a cada 50 anos, os anos do jubileu.
Os grupos presentes nas mobilizações
adotaram táticas de organização
descentralizadas. Cada um dos
participantes se juntou a um
grupo de afinidade, de 5 a 20
pessoas, que se identificou
com um nome e que se comprometeu
a tomar decisões por consenso.
Muitos integrantes dos grupos
já haviam estado juntos em outras
ações, outros estavam se encontrando
pela primeira vez. Não havia
nenhuma organização ou coalizão
de organizações com controle
dos grupos. Antes de ir para
as ruas todos receberam treinamentos
de ações diretas não-violentas,
de táticas para bloquear cruzamentos,
de tratamento para vítimas de
gás pimenta e de como prestar
solidariedade aos presos.
A Planeta na Web traz aqui o
relato de Cynthia Peters, divulgado
pelo site Znet www.zmag.org
que, junto com o www.indymedia.org
e o www.ainfos.ca
divulgaram notícias e relatos
quentes sobre os protestos.
In Loco - Desobediência Civil
Não-Violenta
"Imagine uma massa fluída -
sem controle centralizado, sem
se mover na mesma direção e
não dividindo necessariamente
as mesmas táticas - espalhando-se
em torno de todos as ruas dos
quarteirões vizinhos aos prédios
do FMI e do Banco Mundial. Esta
foi a impressão que nós tivemos
quando chegamos no local dos
protestos. A polícia havia bloqueado
o acesso às sedes do FMI e do
Banco Mundial, forçando os manifestantes
a se espalhar em volta de um
largo perímetro. As barricadas
policiais nos impediam de chegar
mais perto dos nossos alvos
e as barricadas de manifestantes
impediam os delegados de chegar
ao encontro (embora a maioria
deles tenha ido para o encontro
mais cedo, antes da chegada
dos manifestantes).
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