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  O mundo quer a globalização. Será?

Talvez não, segundo as organizações que fizeram
de tudo para atrapalhar o encontro do FMI e do Banco Mundial em Washington. Direto do "front", a Planeta na web traz o relato de uma participante dos protestos

Foto: RÉGIS FILHO
DÉBORA LERRER

As mobilizações que ocorreram em Washington D.C., em protesto contra o FMI e o Banco Mundial, e que tiveram seu ápice nos dias 16 e 17 de abril, tinham por objetivo gorar os encontros programados pelo Banco Mundial (Bird) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Embora não tenham conseguido impedir as reuniões, deixaram bem claro para o mundo que no centro da maior economia do planeta, exatamente o lugar de onde partem as políticas globalizantes, cresce uma insatisfação com os destinos que elas vêm traçando para o resto do mundo.

O sucesso dos protestos que contribuíram para o fracasso da nova rodada de acordos comerciais da Organização Mundial de Comércio (OMC), no fim de 1999, em Seattle, encorajou diversos tipos de grupos a fortalecer sua articulação mundial e organizar protestos ousados contra instituições que, a seu ver, só têm agravado a pobreza mundial e contribuído para a destruição do meio-ambiente. Todas essas ações sinalizam que acabou o tempo em que os povos assistiam passivamente à implantação de políticas econômicas liberalizantes, comprometidas somente em destruir todas as barreiras que pudessem impedir a livre-circulação de capitais.

O coro dos descontentes foi engrossado até pelo ex-economista-chefe do Banco Mundial, Joseph Stiglitz, que questionou publicamente as políticas adotadas pelo FMI. Para ele, elas "enfraquecem o processo democrático com suas imposições políticas". Ao demonstrar que as políticas impostas pelo FMI no Sudeste Asiático, em 1997, agravaram desnecessariamente a crise naqueles países, ele questionou: "Será que os EUA e o FMI impõem políticas porque nós, ou eles, acreditávamos que essas políticas ajudariam o Sudeste Asiático, ou porque acreditávamos que elas beneficiariam interesses financeiros nos EUA e no mundo industrial avançado?".



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Corporate Watch pesquisa, analisa e denuncia o mundo das corporações ao redor do planeta. Em inglês.


Site que congrega um coletivo de grupos de comunicação independentes e centenas de jornalistas que oferecem informações não-corporativas sobre mobilizações populares e protestos contra o FMI e o Banco Mundial.


Site informativo do movimento anarquista que traz relatos em diversas línguas, inclusive em português, sobre mobilizações, protestos, e grupos de diversas partes do mundo.


Informações contra a globalização organizadas por pessoas comprometidas com mudanças sociais espalhadas por todo o mundo.

 
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