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A
energia dos poetas
Comecei a psicografar aos 11 anos.
Aconteceu tranquilamente porque
minha família é espírita. No início,
eram poesias. Não eram minhas,
pois vinham instantaneamente e
acompanhadas de sensações como
arrepios, calor nas mãos ou na
cabeça. É como vestir um pensamento
que não é meu. Quando recebo mensagens
de Castro Alves, é uma sensação
mais enérgica. Quando vem Cecília
Meireles, o sentimento é mais
cândido. Em meu livro A educação
segundo o espiritismo, publico
essas mensagens. O mais importante
é o conteúdo. São meus momentos
mais felizes."
Dora Incontri, 35 anos, jornalista
e pedagoga
Voz para
os espíritos
"Tinha 32 anos quando comecei
a ouvir vozes, gargalhadas e passos
dentro de casa. Ficava apavorada
e meus braços paralisavam. Neurologistas
suspeitaram de epilepsia, mas
não conseguiam diagnosticar nada.
Essa angústia durou cerca de três
anos. Comecei a fazer um tratamento
espiritual. Descobri que tinha
mediunidade de psicofonia. Deixo
a mente quieta e o espírito fala.
Sei tudo o que ele diz e, quando
acho necessário, interfiro na
comunicação. Um médium equilibrado
deve interferir quando julga que
uma informação pode prejudicar
alguém."
Maria Aparecida Pereira, 63 anos,
dona de casa
Publicado por ISTOÉ em
15/04/98.
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