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Controle e equilíbrio
"Os primeiros sinais da minha mediunidade
apareceram na infância e se manifestaram
com intensidade após os 20 anos. Minha
família é católica e eu pouco sabia
sobre o espiritismo. Comecei a ouvir
sons, objetos caíam em minha volta,
a campainha do apartamento tocava e
não havia ninguém. Assustado, tomava
calmantes e achava que era tudo fruto
da minha imaginação. Uma vez, estava
deitado na minha cama e o colchão começou
a se mover. O travesseiro dobrava em
meu rosto. Fiquei apavorado. Comentei
com um amigo, que me levou até seu pai,
um espírita. Comecei a ser orientado
e os fenômenos pararam de ocorrer. Procurei
a Federação Espírita, fiz curso de espiritismo,
estudei seis anos, aprendi a controlar
a mediunidade, dar passes. Hoje me tornei
um estudioso no assunto. Exercido com
controle, o fenômeno traz equilíbrio
às pessoas."
Wladimir Lisso, 51 anos, advogado, diretor
de Assistência Espiritual da Federação
Espírita de São Paulo
Morte
anunciada
| Foto:
FABRIZIA GRANATIERI |
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"Tenho grande religiosidade e vivo experiências
sensitivas todo o tempo e ainda busco
resposta para elas. Quando Zózimo estava
no CTI do Hospital Mount Sinai, em Nova
York, eu já sabia de tudo o que ia acontecer,
inclusive sua morte. Sabia que em três
dias ele teria febre e sabia que, no
momento em que ele fosse entubado, seria
o começo do fim. Por isso não permiti
que os médicos o entubassem em um primeiro
momento. Me despedi dele na terça-feira
em que morreu (18 de novembro de 1997)
nos meus braços. Já havia até marcado
minha passagem de volta para o Brasil.
Depois de sua morte, escrevi um longo
artigo para O Globo e o texto saiu em
cinco minutos. Resolvi escrever um livro
e um dia apareceu o título Relatos de
uma alma. Acho que as pessoas deviam
estar mais abertas a esses milagres
do dia-a-dia. Quando a gente põe emoção
nas coisas, passa a senti-la."
Dorita Moraes Barros, 54 anos, viúva
do colunista Zózimo Barrozo do Amaral
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