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  Holocarma e Cosmoética - continuação


 

PnW – O que é o holocarma?
Nanci - Há coisas imutáveis quando se vem para uma determinada vida: a família, a condição cultural onde nascemos e fomos criados. Tudo isso tem uma razão de ser, e é isso que o estudo do holocarma busca entender. É preciso pesquisar a nossa história passada, de outras vidas, para entender de que maneira as atitudes, intenções, pensamentos, emoções, tudo isso que está dentro de nós, que é o resultado do que somos, dita a nossa vida aqui. Cada um tem determinada coisa a realizar, que não é igual para todos. Dentro do holocarma, a nossa programação existencial, que pode ser chamada de tarefa de vida, ou missão, vai estar de alguma maneira planejando situações nas quais deveríamos nos envolver para nos permitir evoluir. Então, vamos ver certos conflitos íntimos, ou traumas, ou limitações, aquelas coisas que as pessoas tem dentro delas que as limitam: isso seria o egocarma. Outro componente são as pessoas com as quais já vivemos em outras vidas. A família, colegas, amigos muito próximos, todas estas são pessoas com as quais já nos relacionamos. A nossa programação de vida tem que planejar também atitudes para melhorar a nossa relação com todas essas pessoas, e isso é o grupocarma. Mas também precisamos de condições para realizar algo que deixe frutos para o planeta, para humanidade. O que observamos é que a compreensão da programação de vida diminui o nível de dúvida, de angustia, e então tudo começa a melhorar, inclusive o nível de ética.

PnW – E qual relação tem a ética com a projeciologia?
Wagner – A idéia de cosmoética tem uma ligação bem direta com experiências fora do corpo, porque, quase sempre quando a pessoas é materialista, não se sente na necessidade de ter um nível de ética maior. A ética na nossa sociedade quase sempre tem que ser imposta, é a lei, a cultura, as normas de etiqueta, o que se espera de alguém, como ele vai se comportar no meio social. Mas a cosmoética é algo que parte da própria pessoa, espontaneamente, da sua própria intimidade. Então, por exemplo, quando alguém sai do corpo, ele pode invadir a privacidade alheia. Porque ele não vai? Não porque tem alguém policiando, mas porque ele sabe que isso não é bom.

PnW - Todo mundo que se projeta tem esse tipo de ética?
Wagner - Não. Mas existe um mecanismo autoregulador, e aí voltamos a falar de carma. Pode passar mil anos para resultar numa conseqüência, ou pode ser mais imediato. Não precisamos ser perfeitos, essa não é uma exigência da evolução, mas temos que ser coerentes com aquilo que já sabemos. Se já sabemos que algo é errado, então não o façamos. Se alguém sai do corpo e vai fazer qualquer coisa anti-cosmoética, pouco a pouco a capacidade de sair do corpo acaba. A única forma de um projetor consciente permanecer tendo suas projeções e fazê-las progredirem, é ser o mais ético possível. A qualidade da nossa cosmoética vai implicar diretamente na qualidade das nossas energias, do campo informacional de registro, a aura, o chacra. Se somos cosmoéticos, a nossa tendência é de atrairmos a atenção de consciências que são igualmente cosmoéticas. E então teremos boas companhias fora do corpo, teremos pessoas melhor do que nós, que nos ajudam, orientam. A qualidade dos nossos pensamentos, da nossa intenção, do nosso sentimento, vai implicar diretamente na qualidade das experiências que nós temos fora do corpo.

PnW – Você poderia explicar com maior detalhe o que é a cosmoética?
Wagner - Sempre se falou, em obras antigas da área psíquica, de um código de ética mais elevado, que nossos amparadores, guias espirituais e monitores, teriam. A cosmoética, o nome já diz, é a ética cósmica. O termo foi cunhado pelo professor Waldo Vieira (criador da projeciologia) justamente para mostrar uma ética mais ampla, mais elevada, mais transcendente do que a ética humana. Porque ética, ou moral, é muito limitada à cultura daquele determinado corpo. Então a moral humana é uma, a moral brasileira é uma, a moral num país árabe é outra, a moral no Japão é outra. Qual é a certa? Será que a moral é assim tão flexível, tão relativa? Existem certos princípios mais gerais, que não variam segundo o local e a época, são mais permanentes. Por exemplo: às vezes, certos amparadores, fora do corpo, podem fazer uma eutanásia. Eles podem ajudar algum doente terminal a se desconectar do corpo físico. Isso é conflitante com a ética humana, que por enquanto não permite a eutanásia. Então isso nos faz pensar: quando algo é cosmoético, mesmo que pareça ser anti-ético na vida humana?

 




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