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O
símbolo "I" é em geral traduzido
do chinês para o português como
mutação, mudança, e Ching ou King
significa livro clássico.
DÉBORA LERRER
Com uma história de cerca de 3.000
anos, o I Ching - o Livro das
Mutações - é seguramente um dos
livros mais antigos da Humanidade.
Usado tanto como oráculo ou como
objeto de estudo, o I Ching conserva
a essência de uma sabedoria que
enriquece todos aqueles que se
aventuram por suas páginas, oferecendo
surpreendentes e precisas respostas
a questões existenciais de todos
os tipos. Em ambas as situações,
ele oferece um caminho de interpretação
e de conduta perante a vida, calcada
na concepção chinesa de imutabilidade
da mudança.
O principal atributo do I Ching
é nos ajudar a lidar com as
constantes mudanças que ocorrem
em nossas vidas. Por sua impressionante
habilidade para apontar a essência
das situações, muitas pessoas
o adotam quando estão diante
de momentos importantes, que
implicam decisões. É mais ou
menos como ter um grande amigo
íntimo, sempre pronto a escutar
nossos problemas e a nos dar
conselhos. Ion de Freitas Filho,
estudioso do I-Ching há 28 anos
e trabalhando com ele há 14,
considera o Livro das Mutações
um "sextante de navegação".
"Ele te ajuda ler o céu para
andar na terra", diz Ion.
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