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Este
sistema é indicado para responder a uma única pergunta ou esboçar
um panorama geral acerca do futuro do consulente. É chamado a
leitura do desejo porque o 9 de copas, a carta do desejo do coração,
tem especial importância se aparece na tiragem, garantindo êxito
ao consulente, exceto se colocada nas posições 7,8 ou 9, conforme
explicaremos a seguir.
Após o embaralhamento e corte rituais, o consultor elege a carta
da figura pessoal, que representa o consulente; a seguir, dispõe
as demais em leque para o consulente escolher 15 cartas como explicado
nos métodos anteriores. A seguir, o maço com as cartas selecionadas
pelo consulente é entregue ao consultor, que as dispõe conforme
a figura, deixando no centro da formação a carta da figura pessoal.
As cartas 1, 2 e 3 representam o ambiente do consulente, o que
está à sua volta; as cartas 4,5 e 6, o seu desejo; as cartas 4,5
e 6, o seu desejo; as cartas 7,8 e 9, as forças contrárias à sua
realização; as das posições 10, 11 e 12, o futuro próximo; e as
cartas 13,14,e 15, o resultado final.
Simbolismo das Cartas
Espadas
Simbolismo tradicional - O último naipe do baralho é associado
ao elemento terra e ao inverno; corresponde também à escuridão,
ao período final da vida. Passada a colheita, chega a fase de
recolher-se e descansar, avaliando o que foi feito. Simboliza
a depuração e o entendimento das vivências passadas, mas também
a velhice, o declínio da energia vital, a melancolia e a depressão.
Simbolismo prático - Estão afeitos a este naipe os obstáculos
de qualquer tipo, em especial os de saúde. Não se deve, porém,
encara-los como barreiras instransponíveis, mas como exercícios
de reavaliação e de busca de novas soluções que a vida impõe.
As situações podem não nos agradar, mas servem como preparação
forçosa para nossa evolução interior.
Simbolismo psicológico - É o naipe das dissensões, dos
conflitos, da agressividade gratuita, da inflexibilidade e intolerância.
Tais características podem ser a fachada exterior de uma pessoa
tímida ou introvertida, que reage com agressividade desproporcional
ao que imagina ser (porque, na maioria das vezes, não é...) um
ataque contra si. As características atribuídas pelos antigos
ao tipo melancólico - um ser triste, incomodado pela ausência
de autoconfiança, pelas dúvidas que o atormentam ou mesmo pelo
azar de que se considera vítima - se adequam a esse perfil.
Ás de espadas
Simbolismo numérico - O fato de ser o princípio e o fim
deste naipe torna o ás de espadas um manancial de problemas. A
carta remete a obstáculos pesados, surpresas desagradáveis, ilusões,
que forçam a pessoa a Omar decisões dolorosas para vence-los.
O remédio inevitavelmente amargo, mas tem de ser tomado a fim
de que a situação volte a se equilibrar.
Simbolismo prático - O término de um ciclo e o início de
outro são marcados, neste caso, por eventos traumáticos, rupturas
ou desafios. Essa morte simbólica pode ser exemplificada pelo
fim de um casamento, ou de uma sociedade de muitos anos. Estão
abrangidos nesse contexto todos os problemas relativos ao lado
material, aos sentimentos, à saúde, e às ambições futuras. Pendências
legais podem surgir nesse período. O consulente será forçado a
agir, mas deve procurar faze-lo da maneira mais serena possível
- é, afinal, um aprendizado que a vida lhe impõe.
Simbolismo psicológico - A situação abre duas possibilidades
a princípio: a atuação desequilibrada, desvairada, ou pragmática
do tipo "a ferro e fogo", que atropela quem se puser no caminho.
É necessário encontrar a terceira via, que analisa a questão com
flexibilidade e sensatez e procura conduzi-lo a bom termo. Para
chegar a ela, o autocontrole será indispensável.
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