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Pouca gente sabe, mas o baralho
comum utilizado para jogos como
canastra, bridge, buraco, truco
e tantos outros presta-se também
à prática divinatória, conhecida
como cartomancia
O Simbolismo das Cartas
Cada uma das 52 cartas que compõem
o baralho comum possui um significado
peculiar, embora familiarizado
com as demais cartas do naipe
em que se insere. Essas características
individuais fornecem ao cartomante,
ou consultor, ferramentas aptas
a atendê-lo em qualquer circunstância,
desde perguntas que envolvam
um panorama geral da situação
vivida pelo consulente até questões
bastante específicas. As figuras
são, no total, 12 - rei, dama
e valete, que se repetem nos
quatro naipes - e representam
pessoas e certas qualidades;
As 40 cartas numeradas - ás
a 10, nos quatro naipes - ligam-se
a situações ou estados particulares.
Todas essas cartas, encabeçadas
pelos naipes - ouros (primavera),
paus (verão), copas (outono)
e paus (inverno) são explicadas
segundo três subdivisões: o
simbolismo numérico (ou da figura),
o prático e o psicológico. A
disposição das lâminas nesta
apresentação se inicia pelo
ás (aqui considerado a última
carta, embora também possa ser
visto como a primeira), passa
pelas figuras (rei, dama e valete)
e segue decrescendo de 10 a
2. Toda a semana a Planeta na
Web apresentará um método de
tiragem e interpretação de jogos
e o simbolismo de um grupo de
lâminas.
Escolha das Cartas
O baralho é sempre oferecido
para o consulente, que embaralha
as cartas novamente, coloca-as
no centro da mesa e corta-as
três vezes, preferencialmente
com a mão esquerda (alguns estudiosos
fazem essa recomendação porque
a mão esquerda estaria ligada
ao hemisfério direito do cérebro,
mais intuitivo, além de ser
o lado esquerdo considerado
o lado "do coração"). O consultor
recolhe-as num único maço e
as dispõe em leque, com as figuras
voltadas para baixo. O consulente
vai retirando as cartas que
escolhe e colocando-as uma sobre
a outra, com os desenhos voltados
para baixo, em número suficiente
para responder às suas questões.
Em seguida, entrega ao cartomante
as restantes, que são postas
de lado e, por fim, o maço com
as cartas escolhidas (pode-se
também usar o baralho todo).
O cartomante procede então à
leitura, puxando as cartas estritamente
pela ordem que foram escolhidas
pelo consulente, ou seja, a
última carta do maço (com a
face voltada para baixo) e suas
subseqüentes responderão à primeira
pergunta, depois à segunda e
assim por diante (para cada
questão será usado um determinado
número de cartas, de acordo
com o método de leitura escolhido
pelo cartomante).
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