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Pouca gente sabe, mas o baralho
comum utilizado para jogos como
canastra, bridge, buraco, truco
e tantos outros presta-se também
à prática divinatória, conhecida
como cartomancia
A princípio, pode parecer que
as cartas do baralho comum são
apenas uma versão mais pobre
do tarô, de onde seriam eliminados
todos os arcanos maiores e os
cavaleiros. O estudos atuais,
porém, levam a uma conclusão
diferente: trata-se de dois
produtos com identidades próprias.
Não é necessário, por exemplo,
jogar o tarô com os arcanos
menores - o simbolismo dos arcanos
maiores já fornece respostas
suficientemente completas, e
nesse caso as demais cartas
servem apenas para enfatizar
certos significas. O baralho
comum, por sua vez, é fundamentalmente
lúdico ao trabalhar com seqüências
de números e séries de naipes.
Além disso, há várias características
simbólicas ligadas às quantidades
numéricas expressas pelo baralho
comum - 52 cartas divididas
em quatro naipes, com 13 cartas
cada uma, etc. Por tais razões,
imagina-se que os arcanos maiores
teriam sido acoplados às cartas
do baralho comum (às quais se
adicionaram mais quatro lâminas),
por volta dos séculos XIV e
XV, como forma de disfarçar
seu flagrante conteúdo simbólico
e divinatório das garras da
Inquisição.
A preparação para a leitura
A consulta a qualquer oráculo
requer alguns cuidados especiais.
Toda leitura deve se realizar
em ambiente tranqüilo, reconfortante
e que transmita ao consulente
a mais absoluta confiança. É
aconselhado o uso de incenso
para "limpar" o ambiente. Quando
se faz uso de um oráculo, o
que buscamos são meios de estabelecer
contato com nossa porção inconsciente,
que na verdade possui as respostas
a todas as nossas dúvidas.
A escolha do baralho
Todos os estudiosos são unânimes
em afirmar que o baralho utilizado
na cartomancia deve ser empregado
exclusivamente com essa finalidade.
Convém que seja um jogo novo
e que também seja manuseado
apenas pelo cartomante e por
seus consulentes; não deve ser
emprestado, pois, assim como
deixamos nas cartas nossas impressões
digitais, também as deixamos
marcadas com nossas "impressões
psíquicas". O baralho usado
com fins divinatórios deve ser
guardado num lugar fixo, preferencialmente
uma gaveta ou prateleira escura,
envolvido num pano ritual (que
serve de toalha para as leituras)
ou numa bolsa de pano cosida
à mão. Esses "campos magnéticos"
mantêm a sabedoria das cartas
revelada a cada leitura. Alguns
estudiosos recomendam a confecção
de uma caixa de madeira com
a finalidade exclusiva de servir
de estojo ao baralho divinatório.
Antes de usar um baralho pela
primeira vez, convém que o consultor
embaralhe-o e corte-o por diversas
vezes para "despertá-lo". Quanto
mais intimidade houver entre
o cartomante e as cartas, melhor
estas responderão a suas perguntas.
Todas as vezes que empreender
uma leitura, o consultor deverá
embaralhar as cartas para dissipar
qualquer influência energética
da leitura anterior.
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