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A
chamada Área 51 é uma mistura entre um lugar real, no estado
americano de Nevada, e um lugar que só existe dentro do
imaginário da sociedade. Uma espécie de terra dos sonhos,
onde tudo de fantástico pode ocorrer - e provavelmente ocorreu
mesmo, como acreditam os que acreditam em discos voadores.
Oficialmente, a área 51 não existe. Mas é lá que muitos
americanos imaginam que o Pentágono está escondendo alienígenas,
ou restos deles, como no famoso caso Roswell. É desse território
misterioso, área que transita entre o mundo real e o onírico,
que fala o livro Dreamland - Viagens no Mundo Secreto
de Roswell e Área 51. Terra de sonhos realmente.
O autor Phil Patton mistura a obsessão americana com os
aliens, mais tribos dos construtores de jatos militares
e criadores de bombas atômicas. Leia aqui um trecho do livro:
Nas montanhas
Para alguns, a Área 51 era o campo de batalha onde a Guerra
Fria havia sido vencida, uma antiguerra travada com antiarmas:
aviões espiões como o U-2, que nos salvou em Cuba em outubro
de 1962, ou o Blackbird, que apaziguou o confronto entre
as superpotências no Oriente Médio em 1973. Para um veterano,
cínico talvez, observador do Pentágono, era o símbolo de
um mundo secreto que havia pirado, um culto ao segredo que
havia chegado à obsessão, "uma cidade secreta", "a última
grande reserva de guerreiros da Guerra Fria, um símbolo
daquele maravilhoso mundo secreto, um testemunho do quanto
era divertido construir aviões astronomicamente caros e
salvar o mundo". Para outro observador, obcecado por todos
os aviões esquisitos, era um local onde "estamos fazendo
testes de vôo em veículos que desafiam a nossa capacidade
de descrição, coisas tão além da compreensão que são verdadeiramente
alheias ao nosso modo de pensar".
Para ainda outros, a Área 51 era dedicada a aeronaves de
fora de nosso planeta, recuperadas em segredo de locais
de desastre no deserto ou conseguidas por meio de tratados
secretos com extraterrestres - aeronaves que nós mesmos
estávamos tentando aprender a pilotar. Para alguns dos adeptos
de teorias de conspiração mais exagerados, era um lugar
controlado por alienígenas: acontecera uma batalha, segundo
as histórias mais sinistras, e os alienígenas, que já haviam
jantado lado a lado com os terráqueos no bandejão da base,
estavam agora no controle. Ou talvez, um último grupo argumentava,
fosse o local da maior de todas as imposturas, a vitrine
para as histórias de discos voadores, um grande teatro de
marionetes projetado para nos fazer aceitar a definitiva
tirania terrena.
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