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Apesar
de estranhos, os relatos de seqüestras
ufológicos têm tantos pontos em comum
que acabaram despertando o interesse
de David Jacobs, conceituado historiador
da Universidade de Temple (EUA)
Os
eventos que os abduzidos relatavam
eram completamente implausíveis.
Descreviam, vezes sem conta,
situações fisicamente impossíveis,
como flutuar através de uma
janela fechada ou comunicar-se
de forma telepática, o que não
fazia qualquer sentido científico.
Mas os abduzidos não pediam
que eu acreditasse neles. A
maioria estava tão confusa quanto
eu sobre o sentido do que lhes
havia acontecido. Freqüentemente
descreviam os acontecimentos
de abdução como algo que eu
já ouvira cem vezes, e depois
me olhavam e diziam: "Alguém
já lhe contou alguma coisa assim
antes?" A maioria ficava agradecida
com a oportunidade de relembrar
o que estava esquecido, às vezes
por muitos anos, e pelo fato
de ter alguém para os ouvir
sem ridicularizá-los.
Fossem as suas experiências
reais ou não, todos haviam passado
por um grande sofrimento. Pareciam
padecer de um trauma relacionado
com a combinação de desordens
resultantes de estresse pós-traumático
e o horror de terem sido violentados
sexualmente. Quase todos se
sentiam vítimas.
À medida que os escutava, acabei
participando de suas experiências
emocionalmente perturbadoras.
Vi gente chorar convulsivamente
de medo e angústia, e tremer
de raiva dos seus torturadores.
Eles haviam suportado grandes
sofrimentos psicológicos (e
às vezes dor física). Fiquei
muito comovido pela carga da
emoção que demonstravam durante
as regressões. Fiz o melhor
possível para confortá-los e
ajudá-los, mas me sentia tão
impotente quanto eles.
Enfrentar minhas próprias emoções
também foi uma tarefa difícil.
Durante o primeiro ano de minha
pesquisa sobre narrativas de
abduzidos tive o impulso de
negar tudo que ouvia. Racionalizava
que eu, provavelmente, estava
observando trechos de fantasias
psicológicas que causavam tremendas
dores e medos. Qualquer coisa
parecia melhor que a possibilidade
de que o que aquelas pessoas
descreviam houvesse realmente
acontecido. Entretanto, eu não
poderia ignorar a coincidência
de detalhes minuciosos, a ausência
de invenção pessoal, a prova
concreta representada por cicatrizes
fora do comum e outras marcas
em seus corpos imediatamente
após uma abdução, as lacunas
de memória durante o tempo da
alegada abdução, as abduções
múltiplas e o depoimento de
outras testemunhas. Devia haver
uma explicação, ninguém conseguia
apresentar uma teoria psicológica
que se ajustasse às provas coligidas.
O
texto aqui apresentado constitui
um excerto do capítulo 1 de
A Vida Secreta - Relatos
Cientificamente Documentados
de Casos de Seqüestros por Alienígenas,
de David Jacobs, Ph.D., lançado
no Brasil pela Rosa dos tempos.
Tradução: Carlos Araújo
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