|
Apesar
de estranhos, os relatos de seqüestras
ufológicos têm tantos pontos em comum
que acabaram despertando o interesse
de David Jacobs, conceituado historiador
da Universidade de Temple (EUA)o
Na
primeira sessão de regressão,
Melissa descreveu fatos de quando
era uma garota de seis anos
e brincava com um amigo num
campo nos fundos de sua casa.
Antes que percebesse, estava
sendo transportada para um OVNI
por alienígenas. Teve as roupas
retiradas e foi submetida a
um exame médico. Sua genitália
foi sondada com um instrumento
com forma de uma agulha. Ela
sentiu uma espécie de implante
fora inserido em seu ovário
esquerdo.
Eu estava espantado. Na primeira
regressão, Melissa havia espontaneamente
"lembrado" de ter sido levada
a bordo de um OVNI, submetida
a exame médico e ter sua genitália
examinada. O que faria com isso?
Não tinha meios de me assegurar
da verdade do que ouvira, embora
o material de suas lembranças
fosse semelhante ao que Hopkins
estava encontrando. Eu não sabia
o que fazer com esse testemunho,
além de anotá-lo.
Melissa continuou a vir regularmente
para as sessões e logo outras
pessoas também começaram a aparecer:
Ken Rogers, um ciclista profissional;
Barbara Archer, uma estudante
universitária e repórter; George
Kenniston, um advogado; Karen
Morgan, uma especialista em
relações públicas, para citar
alguns. Decidi que o melhor
modo de continuar a coligir
informações sistemáticas seria
realizar tantas sessões de hipnose
sobre acontecimentos "sugestivo"
em cada indivíduo quanto possível.
Nos cinco anos seguintes conduzi
mais de 300 sessões hipnóticas
com cerca de 60 abduzidos. Os
abduzidos eram, na maioria,
cidadãos comuns que não estavam
tentando cometer uma fraude
e que, com uma exceção, não
apresentavam qualquer distúrbio
mental. Eram protestantes, católicos,
judeus, brancos, negros, homens,
mulheres, jovens, velhos, profissionais,
trabalhadores informais, casados,
solteiros, divorciados, empregados,
desempregados, articulados e
incoerentes. As pessoas que
me procuravam classificavam-se
e qualificavam-se de modo variado,
como os abduzidos encontrados
por Hopkins.
Descobri que, em geral, fazia
pouca diferença o lugar onde
as abduções haviam ocorrido.
As pessoas que entrevistei diziam
ter sido abduzidas em todas
as regiões do país (e também
por todo o mundo), em cidade
e zonas rurais, rodovias e estradas
isoladas, casas individuais
ou apartamentos. Embora na maior
parte não se conhecessem, elas
contavam as mesmas histórias.
Haviam sido abduzidas por seres
de aparência estranha, submetidas
a uma série de "procedimentos"
físicos e mentais, e depois
recolocadas no mesmo lugar de
onde haviam sido retiradas.
Não podiam controlar o evento
e, quando terminado, prontamente
esqueciam quase tudo. A maioria
tinha a impressão de que alguma
coisa lhe havia sucedido, mas
não conseguia explicar com certeza.
Descobri que alguns dos abduzidos
lembravam-se dos acontecimentos
sem a ajuda da hipnose; suas
histórias eram as mesmas daqueles
cujas lembranças eram recuperadas
com a hipnose.
|