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Apesar
de estranhos, os relatos de seqüestras
ufológicos têm tantos pontos em comum
que acabaram despertando o interesse
de David Jacobs, conceituado historiador
da Universidade de Temple (EUA)
O
trabalho de Hopkins era excelente,
mas eu achava que a situação
geral ainda estava confusa.
Afinal, as pessoas sempre afirmaram
que muitos acontecimentos estranhos
ocorreram com elas. Viveram
vidas passadas. Estiveram em
comunicação com habitantes do
mundo dos espíritos e até mesmo
com irmãos do espaço. Viram
fantasmas, dançaram com fadas
e tiveram experiências quase
mortais e com implicações religiosas.
Na minha opinião, tudo isso
poderia ser uma manifestação
dos misteriosos meandros da
mente. Talvez esses fenômenos
paranormais surgissem da tendência
humana de criar folclore. Ou
poderiam emanar do inconsciente
coletivo. De qualquer modo,
tais histórias só poderiam ser
explicadas pela psicologia e
não pela realidade objetiva.
O mesmo poderia ser verdade
com as abduções. O problema
era que quando lia narrativas
de abduções, eu não conseguia
distinguir o sentido verdadeiro
da progressão de fatos durante
o acontecimento, do começo até
o fim. A maior parte dos relatos
consistia em trechos de histórias,
começando com alguma ordem lógica,
mas terminando abruptamente
ou se transformando em vôos
selvagens e fantásticos da imaginação.
Como historiador, eu exigia
uma narrativa cronológica. Antes
de aceitar uma resposta psicológica
para tudo isso, eu precisava
de uma informação clara sobre
os relatos de abdução. Eu desejava
saber detalhes exatos, segundo
a segundo, começando com a primeira
sensação da vítima de que alguma
coisa extraordinária lhe estava
acontecendo quando o evento
finalmente parecia haver terminado.
Eu precisava ter certeza da
minha prova.
Sabia que para perceber o sentido
do que estava ocorrendo seria
necessário que eu mesmo pesquisasse
as abduções. Isso significa
que teria de aprender hipnotismo.
Eu nunca hipnotizara ninguém
e a perspectiva era assustadora,
mas estava determinado a aprender.
Em 1985, Hopkins, que estava
conduzindo suas próprias regressões
hipnóticas, convidou-me para
assistir às suas sessões. Discuti
técnicas com ele e com outros
pesquisadores. Li dezenas de
livros sobre o hipnotismo. Assisti
a conferências sobre a hipnose.
Informei-me sobre os perigos
e riscos que ela apresentava.
Agora, Melissa Bucknell estava
a caminho da minha casa, imaginando
que eu poderia descobrir o que
a estava perturbando. Ela escrevera
a Hopkins, descrevendo suas
suspeitas e os fatos fora do
comum que lhe aconteceram; e,
como ela morava em Filadélfia,
ele havia indicado o meu nome.
Quando ela chegou, tentei demonstrar
confiança, mas, no fundo, estava
ansioso. Não tinha a menor idéia
do que iria acontecer, se poderia
hipnotizar alguém de forma bem-sucedida,
se poderia conseguir com que
ela se lembrasse de acontecimentos
de seu passado. Felizmente,
Melissa havia sido hipnotizada
anteriormente, de modo que quando
comecei a indução ela caiu rapidamente
em estado de transe. Foi fácil.
A parte difícil foi fazer as
perguntas adequadas e de forma
correta.
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