|
Apesar
de estranhos, os relatos de seqüestras
ufológicos têm tantos pontos em comum
que acabaram despertando o interesse
de David Jacobs, conceituado historiador
da Universidade de Temple (EUA)
Os
únicos relatos de OVNIs que
descreviam o interior dos objetos
e o que acontecia neles eram
os de casos de abduções. Mas
os poucos casos que os investigadores
coligiram, na década de 70,
eram tão contraditórios que
se tornava quase impossível
dizer se alguma coisa havia
acontecido de verdade e o quê.
Dois homens diziam ter sido
abduzidos por criaturas com
pele de elefante, grande nariz
alongado e mãos que pareciam
garras. Um outro afirmava ter
sido abduzido durante cinco
dias seguidos e que havia visto
não apenas pequenos alienígenas
como também um "humano", Uma
mulher dizia que pequenos seres
atravessaram a parede da sua
casa e a transportaram para
o outro planeta. Algumas histórias
de "abduções" envolviam seres
benevolentes, cujo objetivo
era trazer paz a Terra e desenvolvimento
pessoal aos felizes receptores
do contato. Outros ainda fizeram
profecias de destruição atômica.
Apesar de existirem similaridades
nesses casos -- por exemplo,
todos os abduzidos reportavam
ter sido submetidos a exame
médico --, era fácil relegar
esta mixórdia de relatórios
à categoria das fraudes e das
alucinações mentais.
Além disso, havia o problema
da perda da memória. Praticamente
todos os abduzidos sofriam de
uma forma de amnésia que os
impedia de lembrar exatamente
o que ocorrera durante o cativeiro.
A técnica preferida para reconstituir
essas lembranças era a hipnose,
mas sempre se soube que as lembranças
recolhidas dessa maneira não
eram confiáveis. De fato, algumas
transcrições de testemunhos
sob hipnose que li mostravam
perguntas que sugeriam obviamente
as respostas, bem como deduções
incoerentes sobre as lembranças.
Nesses casos, a falta de acontecimentos
reais solidamente pesquisados
suscitava desconfiança.
Em 1982, um amigo me apresentou
a Budd Hopkins, um artista internacionalmente
conhecido que se interessava
pelo mistério dos OVNIs, desde
quando ele mesmo presenciara
uma aparição em 1964. A partir
do final da década de 70, Hopkins
se especializara em casos de
abdução, e seu primeiro livro,
Missing Time ("Tempo Perdido"),
foi publicado em 1981. Nesse
trabalho pioneiro, ele investigou
um pequeno número de pessoas
que supostamente tiveram experiências
de abduções. Fiquei imediatamente
impressionado com sua pesquisa
cuidadosa. Usando um psicólogo
para hipnotizar, Hopkins coligira
dados de forma muito mais sistemática
do que qualquer outro antes
dele. Desse modo, descobriu
informações importantes sobre
o fato de as vítimas terem sofrido
lapsos curiosos de memória,
cicatrizes misteriosas, exames
médicos bizarros e lembranças
do tipo "anteparo" (falsas lembranças
mascarando o que poderia ser
a abdução), e chegou até a formular
uma teoria sobre um possível
laço geracional entre pais que
foram abduzidos e seus filhos.
|