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Em
entrevista a PLANETA, Sonia Rinaldi fala dos avanços da transcomunicação
instrumental e do trabalho científico que ela e sua equipe vêm
desenvolvendo nessa área para provar a existência da vida após
a morte.
FÁTIMA AFONSO
| Foto:
Carmina Sophia |
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PLANETA
Até a metade deste século, a comunicação
entre o plano físico e o mundo espiritual era feita exclusivamente
através de médiuns. A partir dos anos 50, começaram
a aparecer as primeiras experiências de transcomunicação
instrumental (TCI), que vêm ganhando espaço no mundo
todo. Qual o motivo dessa inovação?
Sonia Na realidade, bem antes desse período
que você demarcou, já vinham sucedendo alguns contatos
instrumentais, ainda que rudimentares. É bem verdade que,
só depois dos anos 50, foi possível a melhoria desses
contatos, porque mudaram os aparelhos. No começo, os gravadores
eram muito primitivos e não ofereciam condições
aos comunicantes espirituais. Depois eles passaram a oferecer mais
condições e realmente se acelerou o processo. O motivo
dessa inovação, possivelmente, atende a algum plano
dos comunicantes espirituais, no sentido de trazer para a Terra
evidências muito fortes com relação à
questão da sobrevivência depois da morte. Vemos, pelo
nosso trabalho, que há uma clara intenção deles
em nos possibilitar a comprovação. Na realidade, nós
abandonamos o gravador faz tempo e centramos todas as nossas pesquisas,
tanto na parte de imagens quanto de áudio, no computador.
PLANETA E telefone, TV, rádio?
Sonia Há três anos eu venho trabalhando
com cientistas e engenheiros, que inclusive estão atuando
diretamente num projeto que busca a comprovação, em
laboratório, da realidade do espírito. De lá
para cá, a gente aprendeu a trabalhar de forma rigorosamente
científica, controlada e muito transparente. Hoje, não
caímos mais em histórias fantásticas, que não
são devidamente aclaradas ou comprovadas. Posso lhe assegurar
que o fenômeno é real com base em alguns equipamentos
por exemplo, o computador; temos contatos comprovados em
secretária eletrônica, mas não temos nada via
telefone. Então, nós não vamos fantasiar. Eu
não sei se isso é uma possibilidade ou não.
PLANETA Isso significa que pode haver fraude na transcomunicação
instrumental...
Sonia Pode.
PLANETA E como se comprovaria a veracidade dessas
comunicações?
Sonia Exatamente trabalhando com o rigor que a gente
trabalha e se associando com cientistas que, obviamente, só
envolveriam o seu nome em coisas muito reais. Já surgiram
fenômenos meio miraculosos nessa área, que não
foram comprovados. As pessoas envolvidas nessas experiências
normalmente se negam a permitir qualquer tipo de investigação.
Esse não é o modo que nós trabalhamos; o o
trabalho que fazemos é totalmente documentado no nosso site
ou nos nossos livros. O projeto que estamos fazendo agora para a
LBV vai resultar em um livro, que sairá em outubro e terá
como título Espírito, o Desafio da Comprovação.
Ele é todo técnico, cheio de gráficos, de análises;
foi feito em cima de estudos rigorosamente controlados. Eu acho
que só procedendo dessa forma você passa credibilidade
para as pessoas.
PLANETA Em geral, quem se envolve com a transcomunicação
instrumental, pelo menos no Exterior, não tem nenhuma relação
com o espiritismo. São engenheiros, pessoas mais ligadas
à área eletrônica. Você chegou a fazer
algum curso relacionado com engenharia?
Sonia Não, eu sou formada em letras e publicidade.
O que a gente hoje observa é o seguinte: sendo a sobrevivência
uma realidade, isso não nos parece uma questão de
religião, mas de ciência; e é por aí
que a gente tenta caminhar. Obviamente o espiritismo, aqui no Brasil,
é a doutrina que mais aborda essa questão; antes dele,
porém, muitas religiões orientais também tinham
propostas semelhantes. Nós entendemos que a realidade da
sobrevivência do espírito não pode ficar limitada
ao aspecto religioso, porque, se isso é verdade, tem de interessar
a todo mundo, todas as religiões. Eu tenho formação
espírita e até por isso me interessei em trabalhar
na comprovação científica. Mas vejo que o assunto
carece de evidências realmente definitivas. Por quê?
Porque se fala em espírito há milênios, mas
até hoje não há uma comprovação
cabal; se houvesse, ela já teria derrubado o materialismo.
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