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  A Harmonia dos Sons Sagrados

Em entrevista a PLANETA, a atriz Sílvia Poggetti (atualmente atuando na novela Malhação, da Rede Globo) fala do seu trabalho terapêutico com os harmônicos, sons sagrados presentes em várias culturas, como a tibetana, a hindu e algumas culturas indígenas.

Por FÁTIMA AFONSO


Foto:Carmina Sophia
 

PLANETA – Você é atriz e diretora de teatro. O que fez com que se voltasse para a terapia musical?

Sílvia Poggetti – Na verdade, o que fez eu me voltar para os mantras, que foram os primeiros instrumentos que usei no trabalho com a voz, foi o fato de perceber que várias pessoas não conseguiam nem sequer perceber a sua própria respiração, tal era o seu nível de ansiedade. Isso é muito comum hoje em dia; as pessoas estão sempre querendo correr atrás de algo ou acham-se presas em alguma coisa do passado, o que acaba gerando outras ansiedades. Eu já vinha praticando mantras desde 1987, e comecei a perceber como eles alteravam o meu estado anímico. Em 1990, comecei a usá-los no trabalho vocal.


PLANETA – Nessa época você já era atriz?

Sílvia Poggetti – Eu sou atriz profissional desde 1977. Comecei a dar aula de voz, de início para atores; depois esse trabalho foi se expandindo. Hoje dou aulas para advogados, médicos, engenheiros, professores, pessoas que trabalham com a voz diariamente, ou que percebem que ela pode trazer alguma coisa a mais para o seu bem-estar.


PLANETA – Você fez alguma especialização para dar esse curso?

Sílvia Poggetti – Rigorosamente falando, comecei dando aula de voz em 88, para um pequeno grupo de estudantes de teatro. Eu me predispus a ensinar-lhes o que eu achava que sabia de voz, e percebi que conseguia transmitir meu conhecimento. A partir desse momento, comecei a me interessar mais pela técnica vocal, pelas qualidades da voz, por timbres. Enfim, fui me especializando, de uma maneira bastante autodidata. Passei a estudar muitas coisas sobre respiração e sobre a própria emissão vocal, e acabei chegando na Jill Purce, que é chant master (mestra de canto).


PLANETA – Os mantras também foram introduzidos no seu trabalho de maneira autodidata?

Sílvia Poggetti – Eu freqüentei durante um tempo a Associação Transpessoal da América do Sul (Atas), e em alguns de seus rituais se cantavam mantras, que me faziam muito bem. Aí comecei a buscar informações sobre o tema, até que a Doucy Dwek, que é presidente da Atas, foi a um congresso internacional de psicologia transpessoal, encontrou a Jill Purce e me trouxe um folheto sobre o trabalho dela. Em 94, eu fui para a Inglaterra fazer um curso com a Jill e me especializar um pouco mais nessa área. Aí eu conheci os harmônicos. A Jill esteve em contato com vários mosteiros tibetanos e é uma das pessoas que trouxeram os harmônicos para o Ocidente.








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