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Da
Redação Não raro,
tenho ouvido de amigos e colegas de trabalho a mesma reclamação: “Perdi
horas numa reunião estressante e muito pouco produtiva.” A história
parece ser sempre a mesma, em encontros de negócios, de sindicatos,
de condomínios e, por vezes, até mesmo de agremiações religiosas: fala-se
muito, resolve-se pouco.
À primeira
vista, o tema pode parecer sem importância e de interesse restrito.
Mas, se, como Carlos Aveline, considerarmos as reuniões grandes laboratórios
das relações humanas (veja artigo na página 52), vamos perceber o quanto
podemos aprender com elas, não apenas em relação à complexa arte de
trabalhar em grupo, mas inclusive sobre a nossa própria postura diante
da vida. Será que, por exemplo, já incorporamos ao nosso comportamento
itens como respeito ao próximo, uso construtivo da palavra e do tempo,
bom humor, otimismo, ética, tolerância e pensamentos saudáveis – desejáveis
não só em uma reunião qualquer, mas em todos os nossos relacionamentos?
E, se já os incorporamos, de que forma podemos usar o nosso aprendizado
em benefício dos inúmeros núcleos do qual somos parte? O tema – me parece
– suscita várias dúvidas para a auto-reflexão. --
Fátima Afonso, redatora-chefe |
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