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Dolly
e o Latão Transformado em Ouro
Um
filósofo discute alquimia, clonagem e imortalidade
Cinara
Nahra
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O
que queriam os alquimistas? Grosso modo, reza a história
que os objetivos principais desses hoje tão pouco conhecidos
homens era transformar o metal comum em ouro e descobrir a pedra
filosofal, aquela capaz de proporcionar saúde eterna e, portanto,
vida eterna.
Se eles conseguiram esse intento ou não, é um mistério.
Acreditam alguns que Nicholas Flamel, assim como Saint-Germain,
teriam realizado o feito. Há outros que também poderiam ter
realizado a obra. Seja como for, isto jamais foi comprovado
- e não teria como ser, provavelmente diriam os alquimistas,
pois os mistérios da natureza e da criação não podem ser contados.
Eles devem ser descobertos. E nesse processo de descoberta cada
um está só, contando apenas com a eventual ajuda de outros iniciados.
Se alguns alquimistas realizaram a transformação dos metais
ou tornaram-se imortais é questão de crença, e não objeto de
demonstração, de modo que estamos aqui fora do campo daquilo
que se denomina ciência.
Mas seja lá o que for que tenha acontecido, é certo que
este desejo permanece. O desejo humano de transmutar nossa natureza
mortal e atingir a imortalidade pode não ser confessado, mas
é real. Já havia sido revelado pelos filósofos gregos, quando
em alguns mitos e tragédias os deuses castigavam os homens,
exatamente por estes se rebelarem contra os primeiros. Prometeu,
na tragédia de Sófocles "Prometeu Acorrentado", foi amordaçado
e ficou a mercê dos abutres por ter pretendido ensinar aos homens
os segredos do fogo e da luz. Platão, através de Aristófanes,
no diálogo "Banquete", ao falar sobre a criação dos sexos como
o conhecemos atualmente, diz que fomos cortados em nossa unidade
original porque éramos fisicamente parecidos com nossos progenitores
(os deuses) e dotados de grande coragem, o que nos inspirou
audácia para escalar o céu e atacar os deuses. O próprio Platão
reconhece, na boca de Sócrates no diálogo "Fedro", o desejo
humano de se tornar imortal.
Maldito desejo??! É ele que inspira os alquimistas...
E eles partem para a prática. Sozinhos, muitas vezes ridicularizados
e vistos como loucos, acompanhados por instrumentos fabricados
por eles próprios, tentam penetrar nos segredos da matéria,
imbuidos da concepção de que "o que está em baixo é como o que
está no alto, e o que está no alto é como o que está em baixo",
inscrição que se encontra na Tábua de Esmeralda (Tabula Smaragdina),
um dos textos "clássicos" da alquimia.
Podemos
interpretar esta inscrição como sendo a concepção de que o mundo
sensível é muito parecido com o mundo espiritual, ou em outras
palavras, que o humano se parece com o divino, e assim, se existe
algo como uma "natureza imortal", esta pode ser apreendida na
própria matéria. Transformar o chumbo em ouro, portanto, seria
possível para quem penetrasse nesse segredo e fizesse esta descoberta.
Mais do que isso, esse descobridor conseguiria transformar sua
própria natureza perecível em algo que nunca se destrói, alcançando,
assim, a imortalidade. Se isso fosse feito, a Grande Obra estaria
encaminhada.
Mas seria isto possível, seja para um homem, seja para
alguns homens, seja para a humanidade inteira? Podemos nos tornar
imortais? A essa pergunta podemos interpor uma outra: por que
não? Hoje, evidentemente, temos a mortalidade como sendo a marca
maior da condição humana. A partir do momento em que nasce um
indivíduo de nossa espécie, podemos não ter nenhuma certeza
sobre o seu caráter, sobre a sua história de vida, sobre o que,
enfim, ele será, mas temos absoluta certeza que um dia ele há
de morrer. A pergunta é: isto será sempre assim; trata-se de
uma condenação eterna à raça humana, ou podemos construir um
tempo em que morrer seja apenas uma opção, e não uma necessidade?
próxima>>
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Encantamentos
Bruxas,
anjos, elementais, xamãs, druídas, alquimistas:
as criaturas e realidades das outras dimensões

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