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Histórias
de elementais
Para o célebre alquimista medieval Paracelso, da mesma
maneira que a natureza visível é habitada por
um número infinito de seres, a contraparte invisível
e espiritual da natureza é habitada por uma hoste de
seres peculiares - aos quais ele deu o nome de elementais
e que posteriormente foram chamados espíritos da natureza.
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| Elementais
são misto de espírito e matéria |
Paracelso
dividiu essa população dos elementos em quatro
grupos distintos: gnomos, ondinas, silfos e salamandras. Ele
pensava que fossem criaturas realmente vivas, muito semelhantes
ao ser humano na forma, e que habitavam seus próprios
mundos, invisíveis para nós porque os sentidos
subdesenvolvidos dos homens eram incapazes de funcionar para
além das limitações dos elementos mais
densos.
De
acordo com Paracelso, os elementais não seriam nem
criaturas espirituais nem materiais, embora compostos de uma
substância que pode ser chamada de éter. Em suma,
esses seres ocupariam um lugar entre os homens e os espíritos.
Por essa razão também não seriam imortais,
mas quando morressem simplesmente se desintegrariam, voltando
ao elemento do qual originalmente tinham se individualizado.
Segundo ele, os elementais compostos do éter terrestre
são os que vivem menos; os do ar, os que vivem mais.
A duração média de vida fica entre os
300 e os mil anos. Supõe-se que tais criaturas sejam
incapazes de desenvolvimento espiritual, mas algumas delas
são de elevado caráter moral.
Para
a Escola Teosófica, entretanto, os elementais seguiriam
uma escala de evolução até se tornarem
anjos. Começam no elemento mais próximo
do homem até chegar em um nível mais próximo
de Deus, explica Heloisa Galvez, artista plástica
e criadora da loja de produtos esotéricos Alemdalenda,
especializada em elementais.
As
civilizações da Grécia, de Roma, do Egito,
da China e da Índia acreditavam implicitamente em sátiros,
espíritos e duendes. Elas povoavam o mar com sereias,
os rios e as fontes com ninfas, o ar com fadas, o fogo com
lares e penates, a terra com faunos, dríades e hamadríades.
Esses espíritos da natureza eram tidos em alta conta,
e a eles eram dedicadas oferendas. Ocasionalemte, dependendo
das condições atmosféricas ou da sensibilidade
do devoto, eles se tornam visíveis. Bom número
de autoridades é de opinião que muitos dos deuses
cultuados pelos pagãos eram na verdade esses habitantes
dos reinos mais sutis da natureza, pois acreditava-se que
muitos desses invisíveis eram de estatura imponente
e maneiras majestosas. Os gregos chamavam alguns desses elementais
de daemon, especialmente os das ordens mais altas, e os cultuavam.
De
acordo com o angelólogo Eduardo Farias, os elementais
seriam uma forma inferior de anjos. À sua maneira,
eles são anjos também. São chamados anjos
da terra, da água, do fogo e do ar, os quatro elementos
sutis que constituem o universo.
Assim
como os anjos das hierarquias mais altas, os elementais canalizam
a energia do Criador, a tensão divina que faz o mundo
existir. Assim como vivemos sob a cúpula de luz do
anjo da guarda, que representa a tomada que nos liga ao resto
do universo e ao Criador que nos dá existência,
os anjos dos elementos retransmitiriam essa energia divina
para um mineral, vegetal ou animal.
Heloisa
Galves explica que o elemental sempre se parece e se identifica
com aquilo que ele trabalha no meio físico. O
objetivo deles é passar a energia necessária
para tudo que é do mundo físico poder evoluir,
e é assim que eles também evoluem. Quando uma
planta cresce, a gente não questiona que poderia existir
um ser mágico ajudando-a a crescer.
Dona
e criadora dos bonequinhos de gnomos e duendes que fizeram
a fama do Alemdalenda, Heloisa não tem nenhuma dúvida
sobre a existência dos elementais. No início
de sua empresa, ela chegou a ver um materializando-se por
alguns segundos em seu atelier, que depois ela usou como modelo
para um de seus bonequinhos. Para mim eles existem,
mas jamais vou convencer alguém disso. A intuição
é o nosso indicador, se você acha que não
existe, não adianta tentar te convencer, diz
ela. Na opinião da artista, a maior prova da existência
deles foi a maneira mágica como as coisas foram acontecendo
para ela desde o momento em que ela modelou o primeiro bonequinho,
impulsionando-a a abrir a Alemdalenda, hoje com 30 franquias
espalhadas em todo o país. Até o próprio
nome da loja ela diz ter sido soprado como um presente.
Mais tarde ela verificou que Alemdalenda é uma palavra
com estrutura mágica, semelhante à maior palavra
encantatória do Ocidente, de origem greco-egípcia:
o Abracadabra.
Agora,
empresária de sucesso, Heloísa ressente-se um
pouco de não poder dar tempo para os elementais e acender
o altar que ela dedica a eles. Mas ela acha também
que esses rituais só são importantes para convencer
a mente o nosso grande problema. É um
muro que nos bloqueia. Ela explica que, como os elementais
trabalham muito com a linguagem dos sinais, ela fica atenta.
Quando acontecem coisas reincidentes eu me dou conta
que eles querem me dar esse toque. Quando eu sigo, eu me dou
bem, mas quando eu não dou ouvidos, você pode
ter certeza que eu entrei pelo caminho errado. Com essa
experiência de conexão com os elementais, Heloísa
não entende os céticos. A fé é
aquilo que te dá o elemento, te dá a semente
para o renascimento. Sem fé você deixa de perceber
um monte de coisas, você deixa de perceber o mundo mágico
e o que ele pode te ajudar
Histórias de elementais
Os
guardiões dos Minerais
Os
guardiões do reino Vegetal
Ondinas,
as Rainhas das Águas
Salamandras,
os elementais do Fogo
As
Fadas
Silfos,
os elementais do Ar
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