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Um dicípulo de Cristo
Chico
Xavier foi um exemplo de despojamento, humildade e amor
ao próximo. Vivia para os carentes e necessitados, levando
até eles
palavras de conforto e auxílio material. Seus livros serviram
de base
para o desenvolvimento e a implantação das modernas técnicas
de
assistência social no País.
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Vicente Grecco
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Chico
morreu tão pobre quanto veio ao mundo. Seu desapego
aos bens materiais era evidente, pois nunca se preocupou em
acumular riquezas. Vivia com os rendimentos de uma modesta
aposentadoria e toda a receita originada dos direitos autorais
de seus livros era destinada a obras de assistência
social. Foi um grande exemplo dos ensinamentos de Cristo,
por ele seguidos ao pé da letra, muitas vezes comparado
a Irmã Dulce, Madre Tereza de Calcutá e São
Francisco de Assis, outros luminares do cristianismo que dedicaram
integralmente suas vidas ao próximo.
Toda a existência de Chico Xavier, direta ou indiretamente,
foi de apostolado, quer na assistência material aos
desvalidos e necessitados, quer no abrandamento da dor dos
que desejavam receber mensagens de entes queridos desencarnados
ou que buscavam apenas consolo.
Ele se tornou conhecido em Uberaba, cidade do triângulo
mineiro, pelos seus passeios noturnos, quando visitava especialmente
os mais pobres, levando palavras de estímulo e esperança.
A criação da Casa da Prece, fruto do seu trabalho,
era onde orientava os que o procuravam através de mensagens
psicografadas, além da Casa da Paz, local de auxílio
aos moradores carentes de Uberaba e regiões vizinhas.
O tradicional jantar das quintas-feiras destaca-se entre as
principais atividades da Casa da Paz. Num amplo galpão
organizado pelo Grupo Espírita da Prece trabalham cerca
de 25 voluntários, coordenados por Josélia de
Faria Alberto, que preparam e servem uma refeição
completa a cerca de 500 pessoas. Igual número de voluntários
se encarrega de distribuir à população
necessitada, aos sábados, enxovais para recém-nascidos,
pão, leite em pó, cestas básicas de alimentos
e cobertores, entre outras coisas.
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Paula Simas |
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Nem
a morte de Chico Xavier é capaz de arrefecer o trabalho
dessa gente. Ele nunca deixaria alguém passar
fome, enfatiza Josélia Alberto. Ela, que conviveu
com o grande médium, diz jamais ter conhecido alguém
tão amigo, caridoso, incapaz de levantar a voz para
recriminar alguém. Chico Xavier foi um exemplo
para o mundo, assegura, pois pensava mais nos
outros que em si mesmo, vivendo com modéstia e simplicidade.
Tão simples era que, na quinta-feira anterior à
sua morte, esteve no local do jantar; conversou com os voluntários
e elogiou seu trabalho. Em seguida, pediu que lhe servissem
um prato e jantou com os carentes que lá estavam, em
verdadeira comunhão.
Para que essa obra tenha seguimento, Josélia conta
com os recursos dos doadores de sempre, seguidores de Chico
Xavier de longa data. Este trabalho foi plantado com
uma raiz bem forte e continuará crescendo, espera.
O próximo passo desta obra é a construção
de um consultório dentário, onde irão
atuar dentistas conceituados, que já se prontificaram
em doar um dia de trabalho à comunidade. Posteriormente,
o intuito é erguer uma clínica médica
e uma farmácia, igualmente destinadas aos carentes.
próxima>>
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