Veja outros sites:
 Vidas Passadas
 Tarô do Amor
 Kamasutra
 Dados Mágicos
 Oráculo celta
 Mico da sorte
 Horóscopo Asteca
 Omikuji
 Oráculo de Delfos
 Búzios
 Altar Virtual
 Cartomancia
 Tarô
 Biscoito da Sorte
 Realejo
 Bola 8
 Par Perfeito
 I-Ching
 Runas
 Vidente
 Numerologia
 Horóscopo
 Home
 Índice
 Arquivo de chats
 Edições Anteriores
 Especiais

 Canais:

 Guia Cósmico
 Área 51
 Encantamentos
 Transcendendo
 Reconectando
 Paranormal

 Busca

Procure outras matérias
 
 

Abertura | Índice | Da Redação | O adeus ao médium | Crônica | Depoimentos
Infância e Juventude |
Um dicípulo de Cristo | O espiritismo Pós-Chico
Médium nota dez | Os últimos meses | Visão cósmica | Entrevista

 


O adeus ao Médium
Em 30 de junho, dia em que estava especialmente feliz, Chico Xavier
morreu de parada cardíaca. Milhares de pessoas foram a Uberaba para
se despedir do médium.

Fotos: Leopoldo Silva

Francisco Xavier escolheu a dedo o dia de sua morte. Um dia em que o País transbordava de alegria. Era 26 de junho, um domingo em que quase todos os habitantes do planeta Terra estavam de olho colocado na televisão à espera de uma partida de futebol, a final do campeonato mundial. Naquele dia, como em todos os outros, ele acordou bem cedo, fez suas orações e como sempre tomou café da manhã. Não foi para frente da televisão, mas quis saber o resultado do jogo. E soube então que éramos pentacampeões.

E naquela mesma manhã, contaram amigos de meio século, apesar da rotina, havia alguma coisa diferente. Ele estava espe-cialmente feliz. Chico Xavier, líder espiritual dos 2,34 milhões de adeptos do espiritismo, segundo o IBGE, agradecia por tudo a todos àqueles que encontrava. Se dizia muito contente entre eles.

Vicente Grecco
O médium deitou às 19h20 e, dez minutos depois, morria serenamente.

Quando o domingo anoiteceu, depois de um dia tranqüilo, ele jantou, pediu café quente e foi para seu quarto na pequena casa na rua Pedro I, no Parque das Américas, em Uberaba. Deitou-se às 19h20. Dez minutos depois o coração de um dos mais importantes homens do nosso tempo parou, serenamente, de bater. Ele partiu da mesma forma como viveu, sem alarde, nem estardalhaço. O médico e amigo há 30 anos, Eurípedes Tahan, garantiu que foram boas as condições da viagem: “Ele foi sem sofrimento nem dor.” Segundo o médico, que o visitava todas as semanas, a causa da morte foi parada cardíaca.

Assim que a notícia da morte se espalhou, amigos e admiradores de todas as raças e credos correram até ele. Quando a polícia chegou ao local para fazer o isolamento, 500 pessoas já aguardavam a liberação do corpo. Chico Xavier foi velado, conforme seu desejo, na pequena sala azul da Casa da Prece, onde atendeu durante 25 anos. Por lá, desde domingo às 22 horas até terça-feira na hora do enterro no cemitério João Batista, passaram 40 pessoas a cada minuto. Em certos momentos a fila chegou a quatro quilômetros e os que estavam nela não se importavam de esperar horas para se despedir.

Cerca de 40 pessoas por minuto foram dar adeus ao médium.

A cidade de Uberaba ficou lotada e os hotéis rapidamente esgotaram suas reservas. Em várias capitais brasileiras as empresas de ônibus colocaram carros extras para dar vazão ao volume de pessoas que queriam embarcar para Uberaba.

Minas Gerais ficou de luto por três dias, Uberaba decretou feriado e o governador Itamar Franco falou do carinho da alma iluminada que se dedicava aos pobres.

Chico Xavier, 92 anos, um dos homens mais essenciais do nosso tempo, soube preparar a sua partida. Ele foi com honras militares, uma chuva de pétalas e as vozes de um coral. Muito justo para quem soube tocar de ouvido a música do coração.

 

 

 

       


| ISTOÉ ONLINE | DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | ÁGUA NA BOCA | EDIÇÕES ANTERIORES |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |