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A
nave vem
Reunidos
em Brasília, ufólogos narraram histórias de ETs e expuseram
diferenças
Por
Patrícia Andrade e Rachel Mello
| Fotos:
DANS LEVAR, STEVE THOMSEM e ANGELO PORTELA |
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Imagens de Ovnis expostas em Brasília: na França,
em 74 (à esq,); em Utah, EUA, em 94; e no Recife, em
87 (dir.)
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O chileno Rodrigo Fuenzalida e o italiano Giorgio Bongiovanni
pousaram em Brasília em 7 de dezembro de 1997 com uma convicção
em comum: a crença em discos voadores. Mas as semelhanças
param por aí. Participantes do primeiro Fórum Mundial de Ufologia,
os dois atuam em órbitas opostas. Fuenzalida vê no estudo
de Ovnis uma ciência que exige provas materiais, Bongiovanni
se diz mensageiro da Virgem Maria e interlocutor de ETs. As
diferenças entre os dois são apenas uma mostra das várias
correntes da ufologia. "Mais vale um caso bem documentado
do que um relato fantástico. Ufologia não é substituto para
a religião", diz o sociólogo Fuenzalida, 34 anos, há 18 dedicado
ao fenômeno dos Ovnis. "Os seres que vivem em outros planetas
são 15 milhões de anos mais evoluídos que nós porque estão
mais próximos de Deus", viaja Bongiovanni, 34 anos, ex-vendedor
de calçados. Figura polêmica, o italiano tem ferimentos na
testa, mãos, pés e peito desde 1989, quando teria recebido
a visita da Virgem Maria em Fátima, Portugal.
A aterrissagem dos ufólogos em Brasília aconteceu num
templo ecumênico com a forma de pirâmide. Vindos de todo o
mundo, os 80 conferencistas passearam pela feira mística montada
no templo e até arriscaram desajeitados passos de lambada.
Todos trouxeram a Brasília relatos sobre aparições de discos
voadores e de contatos com extraterrestres. Histórias como
a da ufóloga australiana Glennys Mackay, 50 anos. Ela contou
que em 1971, grávida de quatro meses, recebeu uma luz forte
e sua barriga sumiu sem sangue ou dor. Anos depois, Glennys
soube que estava com câncer na laringe e, a caminho do hospital,
os ETs a teriam guiado para um curandeiro. "Seis dias depois,
minha voz voltou", disse Glennys.
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