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Indícios
e registros
O
arquivo não tem apenas relatos de militares. O ex-piloto
civil paulista Roberto Mantovani recorda de um incidente,
ocorrido em 1973, durante um vôo de Belém do Pará para Caiena,
na Guiana Francesa, a bordo de um Caravelle, da extinta Cruzeiro
do Sul. "Voávamos a nove mil metros quando nos deparamos
com objetos estranhos no céu. Checamos com o controle aéreo
de Belém e verificamos que não havia nenhum outro avião comercial
naquela altitude. Em seguida, um avião da KLM se comunicou
conosco. Também estavam enxergando os Ovnis", conta Mantovani,
hoje com 52 anos, mecânico de vôo da Transbrasil. Cerca de
20 minutos depois, os Ovnis aparentemente sumiram. "Mas um
deles voltou e surgiu nítido ao lado direito do velho Caravalle
em altíssima velocidade. Não vou esquecer nunca".
O piloto Gerson Maciel de Britto, 61 anos, da aviação
civil, foi protagonista de um caso de Ovni que faz parte do
arquivo secreto da Aeronáutica e que, segundo ele, "comprova
a existência de aeronaves de outro planeta". Em 8 de fevereiro
de 1982, Britto estava no comando de um Boeing 727, vôo 169,
da Vasp - que decolara de Fortaleza e se dirigia a São Paulo
-, quando viu luzes fortes, que pareciam faróis de um avião.
Durante uma hora e 25 minutos o avião foi acompanhado pelo
objeto não identificado, cujos sinais foram captados por um
radar do sistema Dacta. O Ovni também foi visto pela tripulação
de um Boeing 747 da Aerolineas Argentinas e pelo piloto de
um jato da Transbrasil. Britto diz que o Ovni se deslocava
em grande velocidade, o que dificultava a sua identificação.
Há episódios mais recentes. Em 1992, as tripulações
de dois aviões comerciais foram surpreendidas pela presença
de Ovnis no trecho entre Curitiba e São Paulo. Comunicaram
ao controle da Aeronáutica, em Brasília, que também constatou
os sinais dos objetos em seus radares, confirma o comandante
Luiz Fernando Collares, presidente do Sindicato Nacional dos
Aeronautas. "Nunca soube que um objeto desses tenha causado
transtorno à aviação civil brasileira. Se eles realmente existem,
operam em altitude bem superior aos dez mil metros em que
voam nossos aviões comerciais", garante Collares, gaúcho de
45 anos.
"Há indícios, eu diria até registros, de que sondas de
outros planetas já surgiram no espaço aéreo brasileiro",
diz o coronel-aviador Ronaldo Jenkins Lemos. "Os Ovnis não
podem ser tratados como mera superstição. Nos EUA, tanto a
Força Aérea quanto a Nasa pesquisam o assunto. Alguém dúvida
da credibilidade dessas instituições?", pergunta.
Publicado por ISTOÉ em 25 de junho de 1997.
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