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Área 51: ETs

 

Um mistério de dez anos

As autoridades militares do Brasil, ao menos publicamente, não costumam dedicar espaço em suas agendas para tratar de fenômenos ufológicos. Há exatos dez anos, porém, a Aeronáutica chegou a deslocar três caças F-5 e três Mirage III para sair em perseguição a supostos Ovnis (Objetos Voadores Não-Identificados). A operação que mobilizou o sistema de defesa aérea do País foi desencadeada pelo coronel Ozires Silva. Em 19 de maio de 1986, logo depois de ser nomeado presidente da Petrobrás, o coronel voltava de Brasília a bordo de um avião Xingu e ao se aproximar da Base Aérea de São José dos Campos (SP) avistou alguns discos luminosos - também registrados pelos radares do avião. O próprio Ozires resolveu iniciar uma perseguição às tais luzes, enquanto acionava pelo rádio o Centro Integrado de Defesa Aérea. Depois de três horas, as luzes sumiram do mesmo modo que apareceram, misteriosamente.

Na época, o então ministro da Aeronáutica, Octávio Moreira Lima, assegurou que os Ovnis "eram pelo menos 20". O coronel-aviador Ney Antunes Cerqueira, então chefe do Centro de Operações de Defesa Aérea, garantia, contudo, que apenas três Ovnis foram registrados. Para esclarecer o episódio, o brigadeiro Moreira Lima prometeu um relatório oficial sobre as investigações da Aeronáutica em 30 dias. Até hoje os resultados dessa investigação são guardados a sete chaves e poucos querem falar do assunto. "Não me lembro de coisas de dez anos atrás", esquiva-se o coronel Cerqueira, hoje chefe do Serviço de Proteção ao Vôo, em São Paulo. Outros, com melhor memória, evitam comentar o resultado da investigação. "Foi uma ocorrência excepcional, mas não chegamos à nenhuma explicação", sustenta o brigadeiro Moreira Lima. Procurado por ISTOÉ, em São José dos Campos, onde mora, e em São Paulo, onde trabalha, o ex-ministro Ozires Silva não atendeu à reportagem. Apesar do silêncio oficial, os ufólogos não pretendem arquivar esse caso definitivamente. O episódio será tema de um livro, já em fase final, do presidente do Instituto Nacional de Investigação de Fenômenos Aeroespaciais (Infa), Claudeir Covo. "Os cidadãos têm o direito de conhecer esse caso. Conto com a liberação do relatório da Aeronáutica para terminar o livro", reivindica o ufólogo.


Publicado por ISTOÉ em 22 de maio de 1996

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Fotos e o Caso Roswell, entre outros.

Extraterrestres e L´amour.

 


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