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O
caso do ET de Varginha
O
extraordinário relato de um contato alienígena mobiliza ufólogos
e envolve o Exército numa acusação de sequestro
Luiza
Villaméa
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Liliane, Valquíria e
Kátia, as três jovens que disseram ter visto o ET: "Não
era bicho nem gente, era uma coisa horrível."
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Caiu
do céu o mais recente filão econômico da cidade de Varginha,
em Minas Gerais. Conhecido exportador de café, o município
ganhou súbita fama nacional graças a um produto que nada tem
a ver com terra: o mais extraordinário relato de um contato
imediato de terceiro grau entre humanos e um ser extraterrestre
já feito no País. Às 15h30 de um ensolarado sábado, três garotas
desciam a trilha de um terreno baldio do bairro Jardim Andere,
a dois quilômetros do centro da cidade, quando uma delas,
Liliane Fátima Silva, 16 anos, olhou à sua esquerda e gritou.
Uma criatura estranha, com três protuberâncias na cabeça e
pele viscosa estava a cerca de sete metros de distância, próxima
ao muro que divide o terreno com uma oficina mecânica. "Estava
agachada, com os braços compridos no meio das pernas", lembra
a garota."Vi primeiro os olhos, enormes e vermelhos".
Com medo, Liliane virou de costas, enquanto sua irmã Valquíria,
14 anos, e a amiga Kátia Andrade Xavier, 22 anos, continuaram
a observar. "Não era bicho nem gente, era uma coisa horrível",
afirma Kátia, que trabalha como empregada doméstica e tem
três filhos. "Ele parecia abobado, não fez nenhum barulho",
completa Valquíria. A criatura, no entanto, esboçou um leve
movimento com a cabeça e as três garotas saíram correndo.
Quarenta minutos depois, a mãe de Liliane e Valquíria, Luiza
Helena Silva, 38 anos, chegou ao terreno baldio para averiguar
o que tanto assustara suas filhas. Nada encontrou.
A história ganhou proporções porque, aparentemente
sem nenhum tipo de comunicação com Liliane, Valquíria e Kátia,
o casal de trabalhadores rurais Oralina Augusta e Eurico Rodrigues
afirmou ter visto, na madrugada do dia 20, um Objeto Voador
Não-Identificado. Eles dormiam na casa da fazenda de 150 alqueires
que fica à beira da estrada que liga Varginha a Três Corações
quando foram despertados pelo barulho dos animais. "O gado
corria de um lado para o outro no pasto diante da nossa janela",
conta Eurico. "Olhamos para o céu e vimos um objeto cinza,
com formato similar ao de um submarino, do tamanho de um microônibus,
sobrevoando o pasto lentamente, a cinco metros do solo", descreve
Oralina. "Ele soltava uma fumaça esbranquiçada, não tinha
luzes nem fazia barulho". Na cidade, a associação entre a
nave e o ET que apareceu 14 horas mais tarde foi imediata.
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