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As
Experiências
Os
eventos que os abduzidos relatavam eram completamente
implausíveis. Descreviam, vezes sem conta, situações fisicamente
impossíveis, como flutuar através de uma janela fechada ou
comunicar-se de forma telepática, o que não fazia qualquer
sentido científico. Mas os abduzidos não pediam que eu acreditasse
neles. A maioria estava tão confusa quanto eu sobre o sentido
do que lhes havia acontecido. Freqüentemente descreviam os
acontecimentos de abdução como algo que eu já ouvira cem vezes,
e depois me olhavam e diziam: "Alguém já lhe contou alguma
coisa assim antes?" A maioria ficava agradecida com a oportunidade
de relembrar o que estava esquecido, às vezes por muitos anos,
e pelo fato de ter alguém para os ouvir sem ridicularizá-los.
Fossem as suas experiências reais ou não, todos haviam
passado por um grande sofrimento. Pareciam padecer de um trauma
relacionado com a combinação de desordens resultantes de estresse
pós-traumático e o horror de terem sido violentados sexualmente.
Quase todos se sentiam vítimas.
À medida que os escutava, acabei participando de suas
experiências emocionalmente perturbadoras. Vi gente chorar
convulsivamente de medo e angústia, e tremer de raiva dos
seus torturadores. Eles haviam suportado grandes sofrimentos
psicológicos (e às vezes dor física). Fiquei muito comovido
pela carga da emoção que demonstravam durante as regressões.
Fiz o melhor possível para confortá-los e ajudá-los, mas me
sentia tão impotente quanto eles.
Enfrentar minhas próprias emoções também foi uma tarefa
difícil. Durante o primeiro ano de minha pesquisa sobre narrativas
de abduzidos tive o impulso de negar tudo que ouvia. Racionalizava
que eu, provavelmente, estava observando trechos de fantasias
psicológicas que causavam tremendas dores e medos. Qualquer
coisa parecia melhor que a possibilidade de que o que aquelas
pessoas descreviam houvesse realmente acontecido. Entretanto,
eu não poderia ignorar a coincidência de detalhes minuciosos,
a ausência de invenção pessoal, a prova concreta representada
por cicatrizes fora do comum e outras marcas em seus corpos
imediatamente após uma abdução, as lacunas de memória durante
o tempo da alegada abdução, as abduções múltiplas e o depoimento
de outras testemunhas. Devia haver uma explicação, ninguém
conseguia apresentar uma teoria psicológica que se ajustasse
às provas coligidas.
O texto aqui apresentado constitui um excerto
do capítulo 1 de A Vida Secreta - Relatos Cientificamente
Documentados de Casos de Seqüestros por Alienígenas, de
David Jacobs, Ph.D., lançado no Brasil pela Rosa dos tempos.
Tradução: Carlos Araújo
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