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Sequestros
Ufológicos
Apesar
de estranhos, os relatos de seqüestras ufológicos têm tantos
pontos em comum que acabaram despertando o interesse de David
Jacobs, conceituado historiador da Universidade de Temple
(EUA)
Avid Jacob
Num dia de agosto de 1986, eu estava sentado à mesa de
trabalho em minha casa, aguardando a visita de Melissa Bucknell.
Melissa tinha 27 anos e trabalhava em administração de imóveis.
Ela vinha tendo alucinações do tipo onírico sobre seres estranhos
que a examinavam, e suspeitava que estava envolvida em um caso
de abdução por objetos voadores não-identificados. Ela me procurava
para investigar se suas suspeitas poderiam revelar alguma coisa
escondida, e eu me preparava para saber, em primeira mão, o
que havia de verdadeiro sobre tais abduções.
Enquanto esperava, fiquei pensando como eu, um historiador
acadêmico, especializado na América do século 20, me envolvera
na investigação de algo tão extravagante como OVNIs e abduções
por alienígenas. Sou professor titular de uma universidade conhecida,
e a maioria dos cursos que ministro trata de história política
e cultural. Eu nunca avistara um OVNI.
Como tantas pessoas, eu não dera muita atenção ao assunto
de objetos voadores não-identificados durante minha formação.
Apesar de ser uma criança da era espacial, com o Sputnik e a
conquista da Lua pelo homem nunca me interessei por ficção científica.
Mas quando estudante do segundo grau, o fenômeno dos OVNIs atraiu
minha imaginação. Em minhas horas de folga, comecei casualmente
a ler artigos sobre OVNIs em jornais e revistas. Isso me parecia
um passatempo inofensivo, mais também havia a possibilidade
excitante, embora remota, de tornar-se um assunto importante.
Em 1996, quando já era graduado pela Universidade de Wisconsin,
o passatempo tornou-se mais sério. A edição de abril da revista
Life continha um grande encarte sobre a nova onda de visões
de OVNIs. Peguei um exemplo e olhei admirado para as fotos:
alguma coisa elas haviam captado. O que eram tais objetos?
Agora eu estava mais intrigado do que nunca. Li alguns
livros de pesquisadores em que testemunhas fidedignas descreviam,
de forma coerente, objetos aparentemente construídos por meios
artificiais que pareciam voar sob uma pilotagem inteligente.
Estudei também alguns livros que ridicularizavam o fenômeno,
mas era óbvio que seus autores tinham outros motivos e interesses
particulares para escrevê-los. De fato, com exceção de mais
ou menos uma dúzia de livros que apresentavam informações confiáveis,
autenticadas por investigações responsáveis, quase tudo que
se havia escrito sobre OVNIs, contra e a favor, era pouco pesquisado
e superficialmente documentado; simplesmente não tinha valor
algum. Entretanto, para mim havia informações suficientes para
acreditar que os OVNIs eram um fenômeno extremamente importante,
sobre o qual poucas pessoas respeitáveis conheciam alguma coisa.
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