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Watsu
O Shiatsu aquático
Transportando para a água as massagens e alongamentos do shiatsu, o watsu proporciona ao paciente profundo bem-estar físico e emocional.

Texto: Milton Correia Júnior
Fotos: Daniel Wainstein

Paciente e terapeuta mergulham numa piscina aquecida a uma temperatura de 34°C. Amparado pelos braços do terapeuta, o paciente recebe uma espécie de massagem, com toques especiais em determinadas partes do corpo, bem como movimentos de alongamento. Aos poucos, quem recebe essa massagem aquática começa a relaxar profundamente e a se desligar da realidade. De repente, tem a sensação de estar flutuando no espaço ou num grande útero. Nesse momento, tudo pode acontecer: lembranças reprimidas vêm à tona e o paciente volta no tempo, sentindo-se criança novamente. Ou, embalado pela água morna e os toques suaves do terapeuta, ele dá um pequeno cochilo. Após a sessão, estará sentindo uma incrível sensação de leveza e bem-estar, além de grande tranqüilidade. E, dependendo do que vivenciou, também terá se transformado interiormente.

Essa é a descrição de uma sessão de watsu, um processo terapêutico criado, nos Estados Unidos, por Harold Dull, também responsável pela Waba (World Aquatic Bodywork Association), entidade com sede na Califórnia, onde se pratica uma série de terapias aquáticas e se formam profissionais de todo o mundo. Em 1980, Harold transportou para as piscinas aquecidas de Harbin Hot Springs, na Califórnia, os alongamentos e massagens do zen- shiatsu, criados por Masunaga, no Japão. A isso, deu o nome de watsu, uma sigla resultante da contração das palavras water (água, em inglês) e shiatsu.

Graças à sua habilidade e interesse pela técnica, a terapeuta Ursula Garthoff ganhou o aval de Harold Dull para introduzir o watsu no Brasil.

Em sessões de aproximadamente 60 minutos, o terapeuta apóia e movimenta o paciente, alongando e massageando os pontos de tensão muscular. A água aquecida aumenta a sensibilidade dos tecidos e favorece o fluxo sangüíneo; a alternância de massagem, alongamento e simples flutuação levam a um estado consciente de integração física e mental. Durante a sessão, com o fluxo contínuo da energia vital (chi), muitas emoções podem ser liberadas.

A responsável pela introdução do watsu no Brasil é a terapeuta Ursula Garthoff, alemã que vive aqui há cerca de 20 anos. Devido à sua origem, Ursula recebeu formação antroposófica. Na Alemanha, estudou também técnicas de ginásticas especiais para crianças com problemas motores. Nos anos 90, resolveu abrir sua casa para trabalhos corporais que incluíam várias atividades, como a hidroginástica. Foi nessa época que, por intermédio de um grupo de amigos, recebeu em seu espaço uma americana que lhe aplicou uma sessão de watsu. Após a terapia, Ursula ficou fascinada, tentando entender o que lhe tinha acontecido e que técnica revolucionária era aquela. “Eu me identifiquei na hora com o watsu, pois intuitivamente já havia desenvolvido algo semelhante: envolvia meus clientes em câmeras de pneus e aplicava-lhes massagens dentro da água. Mas o que eu fazia era algo muito primitivo; o watsu era um passo além”, conta.

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Serviço

• Watsu Center Brasil – Rua da Granja Julieta, 270, 04721-060, São Paulo, SP, fones: (11) 5687-6795/5522-4952; e-mail: watsu@watsu.com.br; home page: www.watsu.com.br

 

O que há
para se ler

Watsu – Exercícios na Água, Harold Dull, Editora Summus.

 

       


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