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Terapias Holísticas
A Luta Contra a Obesidade
Considerada uma grave doença pela Organização Mundial de Saúde,
a obesidade envolve sérias complicações de ordem física e emocional.
Por isso, médicos esforçam-se intensamente na busca de novas armas
para pôr um termo a essa moléstia.

Por Sérgio Mortari
Contatos com o dr. Sérgio Mortari, homeopata e acupunturista, podem ser feitos
pelo fone (11) 5542-4022; e-mail: sergiomortari@uol.com.br

Alexandra Boulat/Sipa-Press
Excesso de peso, em geral, é sinal de doença e não de vigor físico.

As páginas da revista estampam um anúncio com um gorducho bebê de bochechas rosadas comendo avidamente uma papinha engarrafada. Sinônimo de criança saudável, esse é o perfil do bebê que a propaganda tradicionalmente explora para vender qualquer tipo de produto, seja para recém-nascidos ou para os que acabaram de sair das fraldas.

Mesmo quando o tema é dinheiro, por vezes um gordinho invade a telinha da TV para representar um personagem próspero. E não raro, após um regime super-rígido, pessoas que conseguem emagrecer alguns quilinhos logo ouvem perguntas do tipo: “Nossa, como você emagreceu! Está doente?”

Grande preocupação de mães em todos os tempos nos consultórios pediátricos é a eterna ansiedade por alimentar muito bem seus rebentos. Já passou da hora, contudo, de nós, brasileiros, percebermos que nem sempre peso em excesso é sinal de saúde – mesmo porque, nos Estados Unidos e na França, esse problema assumiu proporções de caso de saúde pública. O peso dos americanos e franceses, quer sejam crianças, adolescentes, adultos ou idosos, vem aumentando assustadoramente e é revelador em relação ao comprometimento da saúde dessas pessoas.

No Brasil, estatísticas feitas por médicos da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica alertam que um milhão de pacientes estão sofrendo as conseqüências por se encontrarem nessa condição.

Não existe a menor dúvida de que a obesidade possui um fator genético, mas, com certeza, uma alimentação inadequada e ausência de exercícios físicos contribuem bastante para que ela se desenvolva. Quando a obesidade se manifesta na infância, tende a ser uma doença que persiste na vida adulta. Em casos assim, um diagnóstico e tratamento precoces são muito importantes para prevenir outros futuros males, como hipertensão, alterações hormonais, problemas ósseos e articulares e, principalmente, os efeitos psicológicos que o estigma da obesidade traz.

Sipa-Press
Obesidade mórbida: sérias complicações de saúde para o paciente.

Um tipo mais grave de obesidade, nomeada tecnicamente como mórbida, é particularmente preocupante. A obesidade é encarada por médicos como nefasta quando o paciente apresenta 100% de excesso de peso, ou então através do resultado obtido pela fórmula de cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC). O cálculo do IMC é feito com base no peso da pessoa dividido por sua altura ao quadrado (veja tabela abaixo).

Acompanhemos dois exemplos para deixar clara a diferença de categorias entre a obesidade pura e simplesmente e a mórbida. João é um indivíduo que pesa 99 kg e mede 1,50 m. Pela tabela, seu peso deve ser calculado da seguinte maneira:

99 kg (peso)
1,50 m x 1,50 m
(altura ao quadrado)
= 44 kg/m2 (resultado final)

Com seus 44 kg por massa ao quadrado – o dobro do seu peso padrão, é um obeso mórbido.

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