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Música
Cantos
da Terra, Naire. CD Sonergia (site www.sonergia.com.br).
O compositor e instrumentista Naire autor, entre outros trabalhos,
de Um Dia no Campo, Natureza Viva e Senhora de Luar investe
numa forma de música tranqüila e contemplativa, com
a participação de elementos da natureza, que se destina
a relaxar o ouvinte, trazer-lhe bem-estar e combater seu estresse.
Seu mais recente álbum, Cantos da Terra, adapta a fórmula
ao Centro-Oeste brasileiro, com direito a sete faixas e quase 50
minutos de música povoados por cantos de pássaros
e sons de água corrente da região abordada. O CD não
reserva grandes surpresas, mas tampouco decepções;
quem optar por uma exploração resumida pode selecionar
a faixa-título, O Planalto, a simpática
Sentimento Sertanejo, Rios e Matas e Seis
da Tarde.
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Celtic
Devotion Contemporary Celtic Melodies, Feminine Voices.
CD Nature Melodies. O compositor, arranjador e multiinstrumentista
Pablo Sgrillo recorre a fontes célticas contemporâneas
para elaborar as oito faixas deste álbum, todas enriquecidas
por instrumentos tradicionais, sons da natureza e a voz de Anna
Paula Sahdi. O resultado é atemporal e curioso, como se pode
sentir a partir de The First Devotion, A Prayer
for Me, Free at Last, Annas Song
e Green Hills.
Jazzis,
Michel Freidenson. CD Azul Music. Nascida com foco na música
new age, a gravadora Azul Music amplia fronteiras em seu repertório
sem abdicar de sonoridades que acalmam ou elevam o ouvinte. Uma
aposta nessa nova fase é Jazzis, do pianista Michel Freidenson
nove faixas que mesclam jazz a vertentes da música
eletrônica, como drumnbass, trance e lounge. Auxiliado
pelo trumpetista Marcio Montarroyos, pelo baterista e produtor Edson
X e pelo baixista Sylvinho Mazzuca, Freidenson mostra por que é
considerado um dos mais aclamados pianistas do cenário brasileiro.
A verificação pode ser feita em faixas como Brooklin
Beat, Zonazul, After Six e o instigante
baião eletrônico de Cosmic Sky.
Vídeo/DVD
A
Caminho de Kandahar
(vídeo e DVD Imagem). Com Niloufar Pazira. Direção:
Mohsen Makhmalbaf. 2001, 85 minutos. Esse semidocumentário
dirigido pelo iraniano Makhmalbaf, de Gabeh, ficou merecidamente
famoso por captar imagens do duríssimo cotidiano afegão
sob o jugo dos talebãs. A história associa verdade
e ficção ao levar de volta ao Afeganistão de
anos atrás uma jornalista estabelecida no Ocidente, Nafas
(Niloufar, jornalista afegã que mora no Canadá) para
tentar salvar a irmã de um anunciado suicídio. Introduzida
clandestinamente no país, Nafas tem três dias para
chegar ao seu destino, período durante o qual é inevitável
entrar em contato com as mazelas comuns naqueles dias por lá
seca, fome, mutilados, crianças armadas, mulheres
reprimidas e encobertas pela inescrutável burca. É
célebre a cena das muletas caindo do céu. Mesmo com
a escassez de recursos, Makhmalbaf consegue um resultado contundente.
Infiel
(vídeo e DVD Imagem). Com Lena Endre, Thomas Hanzon, Krister
Henriksson. Direção: Liv Ullmann. 2000, 154 minutos.
Esse drama com roteiro do grande Ingmar Bergman chegou ao formato
vídeo/DVD praticamente na mesma época em que Infidelidade,
de Adrian Lyne, estreou nas telas brasileiras, o que permite uma
inevitável comparação no delicado tema do relacionamento
a dois. Casada com o maestro Markus (Hanzon), a atriz Marianne (Lena)
tem uma filha pequena, Isabelle, e vive pacatamente os períodos
de ausência do marido até envolver-se com um diretor
de teatro, David (Henriksson). O que começa de forma descompromissada
vai adquirindo densidade cada vez maior, num desequilíbrio
refletido dolorosamente em Isabelle. Mesmo lento, Infiel é
um drama absorvente e conta com atuações de nível
superior.
O
Diário de Bridget Jones (vídeo Universal e DVD
Columbia). Com Renée Zellwenger, Hugh Grant, Colin Firth.
Direção: Sharon Maguire. 2001, 92 minutos. O romance
de Helen Fielding no qual este filme se baseia é best seller
mundial, com mais de 4 milhões de exemplares vendidos. O
sucesso é facilmente explicável: a personagem-título
personifica vários dos problemas enfrentados por um incontável
contingente de mulheres (e, dependendo da adaptação,
homens também) na casa dos 30 e, sobretudo, da vontade de
superá-los sem o necessário esforço
para tanto. A inglesinha Bridget (Renée Zell- wenger, perfeita
para o papel apesar de ser... americana) trabalha numa editora,
é apaixonada pelo chefe (Grant) cujo interesse por
ela não é exatamente o que ela desejaria e
luta para entrar no peso. As frustrações são
descontadas no cigarro e na bebida, mas ela reconhece que isso não
é bom e sempre se dispõe a transformar sua vida, seguindo
uma daquelas típicas listas de resoluções de
ano-novo. Mas o foco para as transformações pode não
estar exatamente onde ela imagina. O resultado final é um
dos filmes mais agradáveis de ver da temporada passada.
Sunshine
O Despertar de um Século (vídeo e DVD Europa).
Com Ralph Fiennes, Jennifer Ehle. Direção: István
Szabó. 1999, 180 minutos. O ótimo diretor húngaro
István Szabó (Mefisto) volta a buscar inspiração
na história de seu país, revendo-a a partir da família
judia Sonnenschein. Ela é acompanhada durante o desenrolar
das duas guerras mundiais e a ditadura comunista, períodos
nos quais nem as polaridades políticas opostas minimizaram
o problema do anti-semitismo. A despeito da costumeira apatia de
Fiennes (que interpreta três papéis) e das três
horas de duração, vale a pena conhecer este filme.
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