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Cinema
A relação imatura
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Divulgação
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| Infidelidade
acentua os conflitos psicológicos dos personagens. |
Um
dos grandes desafios da humanidade neste início de terceiro
milênio continua a ser levar a bom termo o relacionamento
afetivo não à maneira de nossos avós
e bisavós, quando o equilíbrio era alcançado
à custa do sacrifício e da anulação
de um dos parceiros, mas como resultante de um esforço mútuo
de amor, tolerância, aceitação e respeito. Com
o ego ainda reinando nesses domínios, o que predomina são
as relações tortas, em que no mínimo um dos
participantes sai bem machucado.
Tema
de todas as épocas, a infidelidade é retomada no filme
homônimo dirigido por Adrian Lyne que estreou recentemente
nos cinemas brasileiros, o qual foi baseado num sucesso de 1969
do francês Claude Chabrol, A Mulher Infiel. No Infidelidade
de Lyne, a ação é transposta para os abastados
subúrbios de Nova York, onde uma mulher perto dos 40, Constance
(Diane Lane), vive bem-casada e com um filho adorável. Essa
situação aparentemente estável, porém,
é subvertida quando ela conhece um jovem livreiro francês
(Olivier Martinez) que lhe oferece emoções bem diferentes
das que está acostumada a viver o sexo fora dos padrões
bem-comportados e o risco que toda a situação
envolve. Sem pesar prós e contras, Constance mergulha na
aventura, mas logo estará atormentada pela culpa. Enquanto
isso, o marido (um papel incomum para Richard Gere) começa
a captar a sutis mudanças de comportamento pelas quais a
mulher está passando.
Traições
nunca acabam bem para Lyne, diretor do célebre Atração
Fatal no qual nem mesmo uma escapadela masculina feita de
modo a não deixar pistas passa impune. O diferencial, neste
caso, é a origem francesa da história, que reforça
o conflito psicológico dos personagens, uma abordagem na
qual Lyne se mostra eficiente. Com atuações competentes,
Infidelidade consegue manter-se num patamar acima da média
neste primeiro semestre de fracas estréias.
Televisão
Clonagem e segredos
do Yucatán
Semana
dos Pais e Filhos (Discovery Health, de 1º a 5). As alegrias
e tristezas da paternidade/maternidade e todas as características
das primeiras fases dos pequenos seres humanos são abordadas
nesta série com cinco programas. Pequeno Grande Mundo,
em três episódios, trata das razões científicas
que levam as crianças a dizer e fazer coisas que costumam
surpreender a todos nós; Gênio ou Engenho?
estuda o universo das crianças-prodígio; Eu,
Primeiro analisa os mitos, as realidades e a verdadeira importância
da ordem de nascimento.
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| Mistérios
de Yucatán: resultado de recente expedição na península. |
Mistérios
de Yucatán (Discovery Channel, dia 21, com reapresentação
no dia 29). Um dos mais ricos redutos arqueológicos do mundo,
a Península do Yucatán, no sudeste do México,
possui uma característica incomum: seus depósitos
e cavernas cheios dágua, ou cenotes. Os maias faziam
sacrifícios humanos aos deuses da água nesses locais,
e o mais famoso deles é o de Chichén Itzá,
objeto de uma grande investigação inglesa no início
do século 20, que buscava tesouros e restos arqueológicos.
Desde então os cenotes permaneceram inexplorados, até
a recente expedição promovida por arqueólogos,
antropólogos, geólogos, paleontólogos e biólogos
mexicanos. Minas explosivas muito antigas e crânios deformados
figuram entre os mistérios encontrados nesses locais.
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| Os
Ferozes Crocodilos Africanos, do Animal Planet: filmagem
no Quênia |
Os
Ferozes Crocodilos Africanos (Animal Planet, dia 15). Os répteis
mais temíveis da África são o destaque desse
programa de uma hora, centrado no rio Masai Mara, no Quênia
um reduto no qual os crocodilos aguardam pacientemente a
passagem de gnus, zebras e antílopes em busca de pastos para
a sua alimentação. Além de acompanhar os procedimentos
de caça, os produtores também mostram os rituais de
procriação dos crocodilos, realizados quando o clima
fica mais quente, e os cuidados especiais que machos e fêmeas
tomam em relação à sua ninhada algo
mais do que justificável, uma vez que cerca de 90% dos crocodilos
morrem antes de atingir 1 ano de idade.
Clonando
o Tigre da Tasmânia (Discovery Channel, dia 7). Desaparecido
desde 7 de setembro de 1936 quando o último exemplar
da espécie morreu, no zoológico de Hobart ,
o tigre da Tasmânia pode estar voltando à face da Terra
em grande estilo. Esse marsupial carnívoro que habitava a
Austrália, Tasmânia e Nova Guiné foi extinto
graças à ação humana: considerado um
perigo para os rebanhos de ovelhas, o animal foi impiedosamente
caçado na primeira metade do século passado. Agora,
pesquisadores do Museu Australiano, em Sydney, planejam trazer o
animal de volta, a partir de amostras de DNA retiradas de um feto
feminino de 136 anos. Iniciado em 1999 e com término previsto,
na hipótese mais otimista, para 2012, o projeto vem sendo
acompanhado por documentaristas do Discovery Channel, que apresentam
nesse programa de uma hora um resumo da história e das experiências
práticas na área da clonagem, além dos vários
obstáculos científicos, ambientais e éticos
a serem superados.
Façanhas
de Jules Sylvester (Animal Planet, dias 22 e 29). Treinador
de animais famoso em Hollywood, Sylvester mostra aqui seus dotes
de apresentador em dois especiais transmitidos como parte do Animal
Planet Showcase, cada qual com uma hora de duração,
dedicados aos animais mais perigosos da África e do oeste
dos Estados Unidos. O primeiro deles tem como cenário o Parque
Nacional Kruger, na África do Sul, e entre as estrelas cujos
costumes são desvendados estão leões, leopardos
e crocodilos. No segundo, o destaque vai para as cobras e nove outros
animais perigosos que vivem naquelas paragens.
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