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DA REDAÇÃO

Da Redação
Combatendo a violência

Tschaen/Sipa-Press
Disponibilidade para o perdão: caminho para a paz interior.

Nos dias atuais, sobretudo nos grandes centros urbanos, a violência – a agressividade levada ao extremo – parece dominar o nosso cotidiano. Não passa uma semana sem que os meios de comunicação noticiem assaltos, assassinatos, seqüestros e atentados. O perigo de morte violenta – antes tão distante – mostra-se agora cada vez mais próximo. Não raro, a vítima é um dos nossos amigos, vizinhos ou conhecidos. Aos poucos, o círculo parece se fechar à nossa volta e, revoltados, sem perceber passamos a alimentar, com os nossos próprios sentimentos, as vibrações de agressividade que permeiam o mundo: queremos vingança, sonhamos em fazer justiça com as próprias mãos – acrescentamos raiva na fogueira da agressão.

E como transformar essa situação, aparentemente incontrolável? Já que somos responsáveis apenas pelos nossos pensamentos, desejos e ações, o primeiro passo é tomar consciência do nosso próprio instinto de agressividade e, como ensina Luis Pellegrini no artigo As Faces da Agressividade, direcioná-lo para atividades criativas: o trabalho, a arte, os esportes, etc. Assim, já seremos um agressor a menos no mundo.

Ao mesmo tempo, precisamos aprender a nos colocar no lugar do outro e tentar entender o que o levou a atos tão insanos como seqüestrar e matar. Por fim, resta-nos desenvolver o dom de perdoar – única maneira de libertar-nos da mágoa e da dor que atingem as vítimas da violência.

A receita, creio eu, é também válida para aqueles casos em que a agressão manifesta-se de forma mais sutil, limitando-se a danos emocionais – nem por isso menos insignificantes –, como numa briga de casal ou na discussão com um amigo.

Seja como for, a situação é sempre complexa, exigindo de nós, seres ainda tão falíveis, o constante exercício da boa vontade e do amor ao próximo – de preferência, incondicional.

Fátima Afonso, redatora-chefe


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