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Terapias Holísticas
A Cura Pelos Ímãs
Ideal para quem tem medo de se submeter às agulhas da acupuntura, a magnetoterapia é um tratamento alternativo eficaz e barato. Os ímãs são capazes de curar desde problemas com a memória até artrite e reumatismo.

Por Sérgio Mortari
Contatos com o dr. Sérgio Mortari, homeopata e acupunturista, podem ser feitos pelo
fone (11) 5542-4022; e-mail: sergiomortari@uol.com.br

Carol Quintanilha

Embora comum em países como a China, o Japão e a Índia, a utilização de ímãs para tratar moléstias, conhecida como magnetoterapia, não é privilégio das culturas orientais. Essa forma de tratamento, na verdade, é encontrada em literaturas médicas ocidentais de longa data, como entre os arianos e os gregos. Em seus estudos, Paracelso, renomado médico e alquimista do século 16, revela: “Aquilo que constitui um magneto é uma força atrativa além da compreensão, mas que, não obstante, causa a atração do ferro e de outras coisas, observando-se que essa força é especial- mente útil para a cura de doenças, inflamações, influxos e úlceras, em problemas de intestinos e útero, em doenças internas e externas.”

Faz bem pouco tempo, no entanto, que a civilização ocidental denominou como terapias alternativas algumas técnicas terapêuticas, quando passou a estudá-las e a conferir seus benefícios, mesmo porque sempre enquadrou essas formas de tratamento como práticas pouco confiáveis e de cunho religioso ou mesmo mágico.

Fenômeno já bastante estudado pela física, o magnetismo possui aplicação em vários ramos da indústria e do comércio, mas como agente de tratamento médico ainda tem seu uso restrito a estudiosos que estão sempre em busca do melhor para seus pacientes.

Regina Azevedo
Magnetos terapêuticos: benefícios conquistados pela aplicação direta nos pontos de acupuntura.

Os tipos de magnetos utilizados nessa forma de terapia são os artificiais, com poder de atração que pode durar até mais de dez anos, já que os naturais possuem um magnetismo mais fraco, sendo classificados em função de sua potência em grandes (3.000 gauss), médios (1.500 G) e pequenos (250 G).

No campo do diagnóstico clínico, como bem lembra Matheus de Souza, em seu livro Magnetoterapia – Ímãs Para a Saúde (Editora Ibraqui), encontramos as tomografias computadorizadas obtidas por ressonância magnética nuclear. “O paciente é submetido a um campo magnético de 400 G a 20 kG e excitado por pulsos de outro campo magnético em torno de 15 MHz. Essa excitação atinge preferencialmente os núcleos dos átomos de hidrogênio do paciente. As ener-gias liberadas pelos núcleos de hidrogênio são captadas e um computador forma as imagens das fatias do corpo humano.”

De custo baixo, fácil de aplicar, ideal para quem tem medo de agulhas e sem grandes contra-indicações – já que ninguém vai beber, injetar ou inalar o ímã –, a magnetoterapia é eficiente para tratar os mais diferentes tipos de dores, como as provocadas por artrite, reumatismo, fraturas, contusões, pedras nos rins, nevralgias, dores na coluna ou de origem ciática.

Osmar Bustos
Ressonância magnética: atuação nos átomos de hidrogênio do paciente.

No livro Magnetic Cure (Orient Paperbacks), os doutores H. L. e R. S. Bansal incluem, no rol de doenças que podem ser tratadas com esse sistema terapêutico, problemas ginecológicos, de pele (acne, urticária, eczema), herpes, cistos, anemia, epilepsia, dores de cabeça, enxaqueca, perda de memória, obesidade, tumores, estados de convulsões e cólicas.

É preciso considerar, no entanto, que a aplicação dos ímãs feita de maneira incorreta ou desobedecendo às precauções necessárias não apresentará os efeitos desejados e, assim, poderá permitir o agravamento da doença. Entre as recomendações para a aplicação, encontramos a restrição feita a mulheres grávidas e crianças, porque não se tem uma avaliação completa dos efeitos provocados. Não se devem aplicar ímãs grandes logo após as refeições e o banho deve ser tomado antes das aplicações. Já os magnetos pequenos podem ser utilizados por longos períodos, fixados no local da aplicação com fita adesiva. Os terapeutas, contudo, preferem simplesmente colocar os ímãs em contato com a pele, nos mesmos pontos utilizados pela acupuntura, sem a necessidade de fazer qualquer tipo de pressão sobre eles. No caso de haver uma lesão no local, os magnetos poderão ser colocados bem próximos ao ponto a ser magnetizado. Outra alternativa é colocá-los sobre um curativo de gaze, que cobrirá e protegerá a ferida.

Alfred/Sipa-Press
Mulheres grávidas: restrição ao emprego da terapia.

Quando se pretende uma aplicação no corpo inteiro, faz-se o contato dos ímãs com a palma das mãos e a planta dos pés, alternadamente, porque esses locais se conectam com todas as outras partes do corpo através da circulação do sangue. O critério recomendado para que se utilizem as palmas das mãos como ponto de tratamento é a localização da doença na parte superior do corpo; se a moléstia for na parte inferior, utilizam-se os pés. É bom lembrar ainda que importantes meridianos (campos eletromagnéticos) da acupuntura passam pelas mãos e pelos pés. Na palma da mão, encontramos os meridianos do pulmão, da circulação-sexo e do coração; na planta dos pés, o do fígado, do rim e do baço.

Em muitos países, o Brasil inclusive, encontramos fontes de águas medicinais que são recomendadas pelos médicos para tratamento dos mais diversos problemas de saúde e, com base nesse fato, a magnetoterapia recomenda a magnetização da água para fins terapêuticos. Para tanto, a partir de uma base empírica, os russos recomendam que se coloque um frasco de vidro ou plástico cheio de água sobre um magneto, deixando-o descansar por seis horas; se o pólo do ímã for sul, a água terá efeitos estimulantes; se for norte, efeitos sedativos. Para que se obtenha uma água bipolar, basta misturá-las. Se o leitor quiser fazer a experiência de magnetizar óleos, deve expandir o período de exposição por 15 dias. Nesse caso, deve-se agitar o frasco várias vezes, pois, por ser mais denso que a água, o óleo demora mais tempo para adquirir as propriedades desejadas.

 

 

       


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