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Terapias Holísticas
Trate-se Pela Cromoterapia

Utilizada por povos antigos, a cromoterapia é adotada ainda hoje por vários terapeutas, podendo ser aplicada através da ingestão de alimentos, de focos de luz e de cristais coloridos.

Por Sérgio Mortari
(Contatos com o dr. Sérgio Mortari, homeopata e acupunturista, podem ser feitos pelo fone (11) 5542-4022; e-mail sergiomortari@uol.com.br)

Rogério Borges
Tratamento de saúde pelas cores: receitas milenares foram encontradas na Índia, no Egito e na Grécia.

O uso das cores como forma de tratamento de doenças físicas e mentais tem sua origem, segundo relatos de pesquisadores, na medicina da Índia. É no Egito, porém, que encontramos mais referências sobre a utilização da cromoterapia. Bandagens feitas de linho e tingidas com corantes, por exemplo, eram empregadas pelos sacerdotes-médicos egípcios no tratamento de feridas e diversas doenças. Já os gregos antigos “coloriam” as bebidas com a ajuda dos cristais, pois acreditavam que o líquido absorvia as suas qualidades, incorporando os efeitos correspondentes. Em Medicina Doce (Editora Caioá), Alexandros Botsaris conta que a ametista – cujo nome significa “não te embriagues” – era colocada no copo de vinho para evitar a embriaguez.

A cromoterapia, porém, tem inúmeras outras formas de aplicação, entre as quais estão a exposição direta do indivíduo a focos ou feixes luminosos, a ingestão de sucos e líquidos na coloração desejada e o uso de vestimentas, toalhas, lençóis, mantas, adereços, objetos de decoração, pedras, flores e alimentos coloridos.

Segundo Jean Carper em seu livro Alimentos – O Melhor Remédio Para a Boa Saúde (Editora Campus), na hora de escolher frutas e vegetais, devemos dar preferência aos mais coloridos, pois, quanto mais intensa a cor, mais quantidades de antioxidantes eles terão. Nesse sentido, a uva e a toranja rosadas são melhores que as brancas, assim como as cenouras, batatas-doces e abóboras de coloração mais forte.

Priscila Prade

Quando falamos de alimentação associada às cores, devemos também nos recordar da corrente de pesquisadores que considera que, independentemente da aparência física, cada alimento possui uma classificação de cor própria. As folhas utilizadas na alimentação são aceitas como verdes. Os brócolis, a berinjela, a erva-doce e o espinafre são de cor índigo-violeta, apesar de alguns considerarem este último vermelho. Alimentos que contêm amido, como farinha de trigo, batata, mandioca, cará e inhame, são classificados de azuis. Feijões e beterraba são vermelhos. Laranja, cenoura, abóbora, limão e mexerica são consideradas de cor laranja. Banana, pêra, maçã e nabo redondo são amarelos.

Como existem divergências sobre que cor utilizar no tratamento das doenças, vamos adotar aqui a correlação feita por Alexandros Botsaris, Jean Carper e Ambika Walter. Segundo eles, a cor vermelha é dinâmica, ativa, excitante, aumenta os níveis da energia física, acrescenta vitalidade e potencializa os desejos, por isso é indicada para casos de fraqueza, desânimo, preguiça e anemia.

O amarelo e o azul são cores alegres, que dão segurança, trazem tranqüilidade, relaxamento e estão associadas ao bem-estar espiritual, à harmonia, à fraternidade e a todos os bons sentimentos. O verde é uma cor de saúde, higiene, limpeza, pois é asséptica, adstringente, calmante, indicada, segundo a medicina chinesa, para doenças do fígado. Já o violeta é uma cor essencialmente rela-cionada ao desenvolvimento do plano espiritual, místico.

Prensa Três
As flores e os alimentos de coloração apropriada podem fornecer a energia que o nosso organismo necessita.

Embora, não exista nenhum estudo específico conclusivo sobre a cromoterapia, a teoria mais aceita acredita que o estímulo colorido captado pelos olhos, ao chegar ao cérebro, produz reações bioquímicas que provocam efeitos físicos e mentais. Indicar a terapia das cores e a forma como deve ser ministrada, contudo, é algo que merece análise à parte, pois o diagnóstico das doenças que podem ser tratadas por ela inclui um rigoroso histórico físico, com o devido exame clínico, assim como análise de caráter psicológico, além de exames complementares ou laboratoriais, se necessários. A consulta para prescrição do tratamento, portanto, deve ser feita por um médico, com o cromoterapeuta atuando de maneira complementar e sob a orientação daquele profissional.

Vale lembrar aqui que o diagnóstico de doenças e a prescrição de tratamento incorretos feitos por leigos, sem a devida habilitação e conhecimento, levam a resultados ineficientes e a um descrédito cada vez maior dessa forma de medicina alternativa.

Os Chacras e as Cores

Pode-se utilizar os cristais como focos coloridos de transmissão de energia curativa na região dos chacras. No entanto, para que os efeitos possam mostrar-se satisfatórios, precisamos considerar a atuação desses centros de força no homem.

O sétimo chacra, o coronário, está localizado no alto da cabeça e relaciona-se com as energias espirituais e com a consciência. Segundo Ambika Walter, em Um Guia Energético Para os Chacras e Para as Cores (Editora Cultrix), sua cor é violeta e sua estimulação expande a consciência cósmica, a comunhão, a beleza e a graça.

Ligado às energias mentais e localizado na testa, entre as sobrancelhas, está o sexto chacra, o frontal, que tem a cor-de-anil. Estimulado, ela vai expandir as qualidades de concentração, inteligência, percepção aguçada e tranqüilidade.

Na garganta temos o quinto centro de energia, o laríngeo, regente da comunicação inteligente, da criatividade, da auto-expressão e da clareza de comunicação; está associado à cor azul-turquesa.

O quarto chacra é o cardíaco, que se acha na região central do peito e está rela-cionado com o coração e com as vibrações de amor. Divide-se entre as cores verde e rosa. As propriedades estimuladas aqui são o amor, a harmonia, o equilíbrio e a fraternidade.

Encontramos o terceiro chacra, o umbilical, na altura da boca do estômago. Relacionado com as energias da alimentação e da nutrição, sua cor é o amarelo e suas qualidades são dignidade, capacidade crítica, poder de decisão e autoconsciência.

Ligado às energias da vontade, o segundo centro magnético vital, o esplênico, posiciona-se logo abaixo do umbigo; sua cor é o laranja, tendo como atributos o bem-estar, o prazer, a sexualidade e a prosperidade.

O chacra básico, associado às energias do mundo material, está localizado na base da coluna. Sua cor é o vermelho e suas principais qualidades são estrutura, estabilidade, segurança e paciência. A vibração dessa cor energiza sangue, ossos e músculos.

 

 

 

       


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