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Joyflexing
O prazer de alongar-se
O norte-americano Ray Johnson inventou um método revolucionário
de exercícios físicos, o joyflexing, que vai agradar sobretudo
quem deseja manter-se em forma sem grandes esforços. A técnica
é simples: alongar-se de forma natural e o mais prazerosa
possível – exatamente como fazem os gatos.
Texto:
Milton Correia Júnior
Ilustrações: Christiane S. Messias
Sedentários
assumidos, que se sentem mal só de pensar em fazer
qualquer tipo de ginástica, agora não têm
mais desculpas para deixar de entrar em forma. O norte-americano
Ray Johnson criou um método revolucionário de
exercícios físicos batizado de joyflexing, palavra
que pode ser traduzida literalmente por alongando-se
com prazer, ou, melhor ainda, o prazer de flexionar-se.
Trata-se de um processo de estiramento muscular espontâneo
e prazeroso, nos quais os músculos são comprimidos
uns contra os outros, com movimentos que vão se alternando
devagar. Uma grande vantagem é que esses exercícios
podem ser praticados em diversos locais na cama, no
sofá e na cadeira do escritório, entre outros
e com qualquer tipo de roupa. Na verdade, trata-se
de uma seqüência curta que não irá
levar mais do que 90 segundos por vez, mas que deverá
ser feita várias vezes por dia, sempre que o organismo
assim o determinar.
Segundo Ray Johnson cujo método é explicado
em detalhes no livro Boa Forma Para Preguiçosos, da
Editora Pensamento , a grande diferença entre
essa prática e outras similares, como a isometria,
a ioga e o tai chi chuan, é que essas técnicas
exigem que façamos movimentos e adotemos certas posturas
conscientemente. Já no joyflexing, a idéia é
deixar o corpo nos conduzir e fazer aquilo que o organismo
pede, nos proporcionando, ao mesmo tempo, uma
sensação de bem-estar. Ele chega a ser radical
ao fazer a seguinte advertência: É expressamente
proibido praticar qualquer tipo de exercício de alongamento
ou de estiramento que não o faça se sentir bem,
pois o castigo virá na forma de estresse, frustração,
mau humor ou suscetibilidade a doenças.
Prazer é a palavra-chave para o sucesso da prática
do joyflexing, pois, para o autor, as pessoas, com o tempo,
tendem a abandonar atividades físicas com exercícios
repetitivos, aborrecidos e artificiais. A seu ver, ninguém
deve encarar uma prática física como obrigação
e ficar com dor na consciência quando deixa de ir a
uma aula. Além disso, Johnson acredita que não
basta praticar esporte ou exercitar o corpo apenas algumas
vezes por semana. Esse estímulo tem de ser diário
e constante, feito em períodos curtos, distribuídos
ao longo do dia.
O
joyflexing, na verdade, nasceu de forma bem curiosa, quando
Ray Johnson observava o gato do vizinho deitado no seu gramado
e se fez a seguinte pergunta: Se o bichinho passa a
maior parte do dia dormindo ou deitado, descansando, como
faz para se manter em forma, sempre com os músculos
tonificados e pronto para pular em cima de um camundongo ou
subir em árvores com incrível agilidade e rapidez?
A resposta desse segredo veio logo em seguida, quando o gato
se levantou e começou a bocejar e a se espreguiçar
exageradamente, esticando bastante as patas dianteiras para
a frente. Ou seja, o bicho estava fazendo um exercício
de alongamento, movido pelos seus instintos. Os próprios
cientistas afirmam que os gatos (e os demais felinos) precisam
se espreguiçar, de tempos em tempos, para manter em
forma as funções do corpo. Se os gatos não
se alongarem várias vezes ao dia, seus músculos
se atrofiam e o acúmulo de toxinas provoca doenças.
próxima>>
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