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Da
Redação
O
Novo Paradigma Econômico
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Modesto
Wielewicki
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| Opção
individual por uma vida mais simples: ponto de partida para
uma transformação global. |
Vez
ou outra, sobretudo quando me deparo com cenas de fome e pobreza,
a mesma pergunta me vem à mente: Como é que
chegamos à Lua, a Marte, e ainda não resolvemos a
questão da miséria no mundo? Evidentemente,
não sou contra nem ignoro os benefícios tecnológicos
e científicos conquistados pelo homem a partir, por exemplo,
da exploração espacial. Às vezes, porém,
tenho a sensação de que pulamos etapas importantes
do desenvolvimento humano.
Na
ânsia de desvendar o universo, de dominar a natureza, de vencer
a morte, de ser mais rico e poderoso, o homem priorizou a matéria
e deixou para trás o espírito; no meio do caminho,
esqueceu de fazer a síntese entre razão e coração.
As conseqüências desse desequilíbrio parecem evidentes:
crises econômicas, violência, guerras e catástrofes
naturais, que fogem do nosso controle. O bom da história
é que, nos últimos anos, a situação
vem se agravando tanto que só nos resta repensar a nossa
ação sobre o mundo e buscar modelos criativos de transformação.
Em
seu artigo A Economia
da Simplicidade, Carlos Cardoso Aveline mostra que as diretrizes
da mudança, na verdade, já começam a surgir
no horizonte: um paradigma econômico baseado na simplicidade
voluntária, na produção socialmente justa e
ecologicamente correta, no consumo consciente e na solidariedade.
É óbvio que mudanças desse montante levam tempo
para ocorrer ninguém, com certeza, vai acordar amanhã
com o mundo totalmente transformado. Acelerar esse processo, porém,
depende em grande parte da nossa ação individual.
Se passarmos a prestar mais atenção nos nossos próprios
excessos e erros em relação à realidade que
nos cerca, certamente já teremos feito a nossa parte nessa
revolução silenciosa, que esperamos
deve ter lugar ainda no século 21.
Fátima
Afonso, redatora-chefe
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