Altar Virtual
 Cartomancia
 Tarô
 Biscoito da Sorte
 Realejo
 Bola 8
 Par Perfeito
 I-Ching
 Runas
 Vidente
 Numerologia
 Horóscopo
 Home
 Índice
 Arquivo de chats
 Edições Anteriores
 Especiais

 Canais:

 Guia Cósmico
 Área 51
 Encantamentos
 Transcendendo
 Reconectando
 Paranormal

 Busca

Procure outras matérias
 
 
Índice 352 | Da Redação | Cartas | Jornal | Astrologia | Terra verde
Imagem e Som | Livros | Agenda | Clube do Leitor
 


Relacionamento em Crise
A Imagem da Separação

Uma forte necessidade de dividir a vida com alguém especial leva milhões de namorados ao altar todos os anos. Muitos casais, contudo, não superam as inevitáveis crises que surgem com as diferenças pessoais. Para evitar que o sonho termine, algumas ilusões sobre o casamento precisam ser vencidas.

Por Vera Lúcia Franco - Contatos com a autora: fone (11) 5549-4742; e-mail vluciafranco@terra.com.br

Prensa Três

Por alguns instantes pensei ter sido transportada para uma outra dimensão; parecia viver um conto de fada. Os noivos dançavam embriagados pela música de trovadores e por suas juras de eterno amor e fidelidade. Era o mítico e o real enlaçados numa mescla de amor e romantismo. Senti que toda essa emoção não era só deles; era minha também e de todos os que ali estavam presentes, pois cada um de nós, de alguma forma, vivera algo assim significativo.

A avó, viúva, talvez recordasse com saudades de seu esposo. O pai e a mãe do noivo trocavam olhares como se procurassem “aquilo” que sentiram um pelo outro algum dia. Os separados – e havia muitos – tornaram-se pensativos... Talvez se perguntassem, intimamente, onde erraram e como sua paixão chegou ao fim. E os solteiros? Estes deliravam, aplaudiam em êxtase, como se realizassem suas esperanças de viver essa mesma emoção algum dia.

Foi esse cenário que me levou a pensar sobre a importância do amor, da relação afetiva para a vida de uma pessoa. São raros os que realmente não se interessam em ter um relacionamento amoroso com alguém que lhes seja espe- cial, pois amar e ser amado é o que mais importa ao ser humano. É o amor que nos faz rir, chorar, sofrer, bendizer ou maldizer a vida. Sua ausência nos dá a sensação de um imenso vazio, de um buraco que precisa ser preenchido, chegando a doer fisicamente. É o sentimento insuportável dessa falta que faz com que muitas pessoas até percam a razão de viver.

Prensa Três
Casamento: sonho compartilhado por todos os presentes na cerimônia.

A arte, em suas várias modalidades, testemunha isso: a música e a poesia cantam em versos as conquistas, os amores perdidos, as grandes tristezas; a pintura retrata as musas inspiradoras; a literatura fala de amor através dos romances, dos contos de fadas e até das novelas, que sempre terminam com casais felizes.

É Schopenhauer quem nos diz: “O amor é o objetivo último de quase toda a preocupação humana.” Em O Banquete, através de um dos convidados, Platão explica a razão dessa necessidade do ser humano. Segundo ele, nos primórdios da vida, os homens não eram nada parecidos com o que são hoje; eram esféricos e hermafroditas, como se fossem duplos, dotados de duas faces viradas quase em direção oposta, numa mesma cabeça, quatro pernas, com quatro braços, etc.

Eles eram perfeitos, mas ousaram desafiar os deuses em seus desígnios para a raça humana. Assim, Zeus cortou-os em duas partes. Dessa maneira, perderam sua unidade primordial, transformando-se em homens e mulheres. Com isso, acabaram condenados a procurar eternamente um ao outro para mitigar a sensação de carência.

Sipa-Press
Vínculo entre mãe e filho: predisposição a nos apegarmos a alguém especial.

Biologicamente, o vínculo afetivo é vital para os mamíferos, tal como vá-rios experimentos têm demonstrado. Entre os mais conhecidos, está o do chimpanzé bebê que escolheu e se aconchegou à mãe de pano em vez de à mãe de arame. Esse vínculo teria garantido a evolução do Homo sapiens e a preservação da espécie, uma vez que cabia aos mais fortes cuidar dos mais fracos, garantindo-lhes cuidado e proteção.

Paralelamente ao aspecto biológico, a psicologia teceu várias teorias na tentativa de explicar a importância desse vínculo: como ele se estabelece e se transforma no decorrer do desenvolvimento das pessoas; como se desfaz e pode se refazer.

Uma das mais importantes teses sobre o tema é de John Bolwby, a teoria do apego, que o explica como uma necessidade básica e vital; desde que nascemos, segundo ele, estamos predispostos e equipados para nos apegarmos a alguém em especial, que se disponha a se relacionar conosco.

Segurança e amor parecem ser essenciais para garantir a sanidade mental da pessoa, daí a enorme importância atribuída a uma ligação saudável mãe-bebê, uma vez que ela representa a fonte de todo cuidado e amor. Essa relação vai determinar, no decorrer da vida, a imagem interna que a pessoa terá de si e do outro, bem como suas ligações com os outros parentes, amigos e cônjuges.

Nesse vincular-se ao outro, a criança ganha gradativamente autonomia da figura afetiva. Tal ligação vai se transformando durante a adolescência, através do experienciar dos vários tipos de relacionamento afetivo, e culmina, na vida adulta, com a escolha de um outro adulto como figura de apego.

próxima>>

 

       


| ISTOÉ ONLINE | DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | ÁGUA NA BOCA | EDIÇÕES ANTERIORES |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |