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Koh Do
A Cerimônia do Incenso - continuação
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Cortesia Guinza do Brasil |
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madeira aromática rara utilizada na confecção de incensos
japoneses. |
Posteriormente,
formaram-se regras de etiqueta e, assim, o uso do incenso
tomou o ar de um elegante e sofisticado passatempo. A partir
daí, sua utilização desenvolveu-se gradualmente
até o koh do, cuja tradução literal é
caminho ou prática do aroma. No século 14, os
shoguns (líderes feudais) praticavam o koh como um
elemento do bushido (o caminho das artes marciais). Posteriormente,
o koh do foi difundido entre as pessoas comuns, e atingiu
o auge de sua popularidade no século 17. As tradições
que se desenvolveram em torno do koh através dos séculos
são seguidas ainda nos dias de hoje por vários
apreciadores do incenso.
Estimulante
sensorial Consciente ou inconscientemente, o homem
sempre buscou as fragrâncias agradáveis, tanto
pelo seu valor intrínseco quanto pela forma como aguçam
nossos outros sentidos, como paladar e visão. O povo
japonês, em particular, percebeu há muito tempo
que o valor do incenso não está limitado ao
meramente sensorial, mas se estende igualmente ao domínio
da beleza estética. Para eles, a oportunidade de acalmar
o espírito enquanto se aprecia a fragrância do
incenso é muito valiosa por ser um momento de recuperação
da paz e da liberdade espiritual. As fragrâncias capazes
de inspirar tal estado são chamadas de koh, e sua apreciação
é um ingrediente essencial da estética japonesa.
No início do século 16, Sanjonishi Sanekata,
autoridade cultural máxima da corte da época,
elevou o koh ao status de uma arte, o koh do (cerimônia
do incenso), sistematizando seus fundamentos. Podemos dizer
que o desenvolvimento da fragrância como arte é
um fato único no mundo, exclusivo da cultura japonesa.
Desde então, essa arte prosperou e firmou-se ao lado
de outras consideradas os pilares da cultura nipônica,
como a cerimônia do chá e o ikebana, ou caminho
das flores. Os adeptos da prática atribuem o seu sucesso
não somente à beleza ritual ou profundidade
espiritual, próprios de uma cultura tradicional, mas
também ao fato de, ao se aspirar uma fragrância,
obter-se prazer e tranqüilidade. Além disso, há
um rico legado cultural no que diz respeito aos utensílios
utilizados na prática do koh do, com obras artesanais
de alto valor artístico, provenientes desde a época
dos nobres e senhores feudais.
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Cortesia Guinza do Brasil |
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| A
anfitriã é encarregada de preparar o incenso e comandar
todo o ritual. |
Regras
rígidas Assim como a cerimônia do
chá, a do incenso segue regras rígidas, com
to-do um protocolo a ser seguido. Trata-se de uma arte elegante,
praticada tanto em grupo como individualmente, cujos objetivos
principais são a reflexão silenciosa e a conquista
da paz mental. Por mais de mil anos os japoneses têm
acalentado o incenso e procurado descobrir sua profundidade.
A experiência espiritual do incenso é vista como
o yugen, um estado sutil e profundo que constitui a essência
da experiência estética japonesa.
A tradição, como é conhecida hoje
em dia, foi estabelecida durante os séculos 15 e 16
e várias escolas nasceram desde então. Entre
essas, há duas predominantes: oiey-ryu (fundada pelos
aristocratas da família imperial) e a shino-ryu, iniciada
pelos samurais. Ambas estão em uso até hoje,
perpetuando a tradição milenar.
Quase sempre a cerimônia do incenso é
realizada em grupo, o chamado kohsehi, composto por iniciados
e convidados neófitos. As regras de execução
(temae) e de etiqueta (saho) foram estabelecidas a fim de
aumentar o deleite das sutis fragrâncias aspiradas.
Pelo fato de o incenso utilizado no koh do ser escasso e dispendioso,
essas normas servem também para garantir que todos
tenham a oportunidade de apreciar os odores. Para quem verdadeiramente
compreende o significado do koh, porém, essas regras
têm importância menor e as práticas tornam-se
mais livres no estilo soradaki (cerimônia individual).
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No
koh do, o tipo de incenso utilizado
é apenas a madeira pura.
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Serviço
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As madeiras raras utilizadas na cerimônia
do incenso, assim como outros incensos de origem
japonesa, podem ser encontradas na Chuo Guinza
do Brasil: fone (11) 3063-9818; fax (11) 3081-5878;
e-mail fujinawa@nethall.com.br
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