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Companhia Saudável
Animais que curam

Diversos estudos mostram que animais de estimação ajudam seus donos a se recuperar com maior facilidade de males físicos e psicológicos. A seguir, mostramos algumas histórias que comprovam, na prática, o resultado dessa tese.

Por Kristin Von Kreisler - O texto a seguir é o capítulo 10 do livro A Compaixão dos Animais, de Kristin Von Kreisler, lançado recentemente no Brasil pela Editora Cultrix. Tradução: Denise de C. Rocha Delela.

Alexandra Boulat/Sipa-Press

Como disse Florence Nightingale, “um bichinho de estimação é uma ótima companhia para quem está doente”. Os benefícios que ela reconheceu instintivamente têm sido hoje provados por pesquisas na área médica. A mera presença de um animal diminui não só o nível de ansiedade, por exemplo, mas também a pressão sangüínea, o batimento cardíaco e até mesmo o colesterol. Estudos mostram que as pessoas que têm animais em casa, em comparação com as que não têm, vão menos ao médico ao longo do ano e têm mais chance de sobreviver, mesmo depois de um tratamento cardíaco intensivo.

Todos esses estudos enfatizam algo em que muitas pessoas sempre acreditaram: os animais às vezes podem literalmente curar as pessoas de doenças físicas. Eles fazem isso sentindo que há algo errado e então tentam ajudar. A compaixão dessas criaturas é um remédio inestimável.

Luciana de Francesco/Prensa Três

Na revista Alert, Andrea Leigh Ptak dá um exemplo desse remédio. Emma, uma cadela da raça lhasa apso, pertencia a uma senhora que já tentara tudo que o médico recomendara para suas enxaquecas. No entanto, quando Emma pulava no colo dela para receber carinho, as dores de cabeça diminuíam – e às vezes chegavam a passar por completo. A explicação do médico: o corpo da cachorrinha, ao aquecer a mão da dona, diminuía o fluxo de sangue no cérebro, diminuindo a hemorragia vascular e a dor. E não menos importante era o fato de que Emma oferecia conforto emocional à dona e a tranqüilizava. Sempre que tinha de ir a lugares onde a iluminação intensa poderia causar uma enxaqueca, ela costumava levar Emma, seu remédio de quatro patas.

Handsome, um gato persa de pêlo macio, fora levado a uma casa de repouso para fazer companhia a Marie, que se sentia solitária e deprimida. Ela lidava com suas emoções curvando o corpo numa posição fetal e recusando-se a falar com quem quer que fosse. Marie passava o tempo todo coçando as feridas que tinha nas pernas. Ao que parece, Handsome queria que Marie ficasse boa. Toda vez que ela coçava as pernas, ele pulava nas mãos dela, forçando-a a parar. Em poucas semanas, as feridas se foram – assim como a depressão de Marie e seu hábito de se isolar de todos. Agora, sempre que tem com quem conversar, ela não pára de falar sobre seu amado gatinho.

Maurício Simoneti/Prensa Três

Alpha, um gato rajado laranja mencionado na revista Cat Fancy, parecia preocupado ao ver a dona acordar no meio da noite por causa de uma dor de estômago. Quando ela se levantou da cama, Alpha saiu do lugar onde dormia e pressionou o corpo contra o dela.

Ela então disse ao gato que seu estômago doía; Alpha agiu como se tivesse entendido. Olhando preocupado para ela com seus olhos laranja, ronronou e tocou o estômago dela exatamente onde estava doendo. De alguma forma, o suave afago do animal fez com que ela se sentisse melhor. Quando se deitou novamente, já não sentia nenhuma dor.

Mickey Niego tinha ataques de asma e enxaquecas tão terríveis que teve de pedir demissão do emprego em Manhattan; ela se sentia mal o tempo todo. Uma amiga lhe deu Jake, um filhote da raça bullmastiff, para lhe fazer companhia durante a convalescença. Em vez de lhe levantar o moral, o cachorro ficou ainda mais doente que a própria Mickey. Ela cuidou dele quando teve pneumonia, parvovírus e um tipo de raiva.

“Quando ficou bom, os papéis se inverteram”, contou Mickey. “E Jake tornou-se meu agente de cura e ‘parente mais próximo’.”

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